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Inflação na Capital atinge 5,23% em 2019 em meio à alta da carne

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A disparada no preço da carne impactou a inflação medida pela Fundação Ipead/UFMG em Belo Horizonte - Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em Belo Horizonte fechou o ano de 2019 com uma variação positiva de 5,23%. O número é 0,64 ponto percentual acima do que foi registrado em 2018, quando o índice chegou a 4,59%.

No mês, a alta foi de 1,09%, a maior para dezembro nos últimos 15 anos. Os dados foram apurados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/UFMG).

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De acordo com a coordenadora de pesquisas da entidade, Thaize Martins, o incremento em 2019 foi puxado, sobretudo, pelos aumentos de preços da energia elétrica, das excursões e da carne.

A especialista destaca que o valor da energia elétrica sofreu um maior reajuste no ano passado. Além disso, em relação às excursões, houve uma mudança no perfil do consumidor, que em 2018 estava contendo mais os gastos por causa da crise econômica. Em 2019, no entanto, a demanda por viagens cresceu.

Quando se trata das carnes, Thaize afirma que “nós tivemos uma forte alta do grupo das carnes bovinas, principalmente influenciada pela demanda e exportação da China. Houve uma compra muito grande da China no mercado externo. Até mesmo uma valorização do dólar fez o nosso preço ficar mais competitivo e atrativo no mercado externo”, diz.

Isso, afirma a especialista, “fez desabastecer um pouco o mercado interno e coincidentemente em um período em que a nossa demanda é muito alta. Era a época de vários encontros de fim de ano, de confraternizações”, afirma.

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Aliás, foram justamente os meses de novembro e dezembro que contribuíram mais efetivamente para que a inflação do ano passado se afastasse do centro da meta. “Pelo acompanhamento, era esperado que a inflação ficasse próximo da meta. O centro da meta definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 4,25%, podendo variar até 5,75%. Até outubro, nosso índice estava abaixo do centro da meta, estava em 4,06%. Mas novembro e dezembro trouxeram aumentos mais fortes e o mês de dezembro acabou sendo o maior dos últimos quinze anos”, afirma Thaize Martins.

O aumento de dezembro, de 1,09%, teve como principais destaques os alimentos elaboração primária (11,90%), tendo a carne como vilã. Posteriormente vêm vestuário e complementos (4,34%), alimentos in natura (3,19%) e alimentação em restaurante (2,75%). Em relação à queda, o destaque foi para bebidas em bares e restaurantes (-3,12%).

Ano novo – Quando se trata das expectativas em relação a 2020, Thaize Martins ressalta que o cenário mundial ainda é muito incerto, tendo em vista a influência do câmbio e os atuais conflitos no Oriente Médio, o que pode impactar o preço do petróleo e, consequentemente, do combustível.

“Em relação às carnes, a demanda começa a arrefecer agora no início do ano. Na questão da exportação, ainda não é possível falar em diminuição; é um processo que vai levar alguns meses. Mas, provavelmente, esses preços devem se manter altos neste início do ano, e não acontecer novas altas, o que é diferente. Na inflação, a variação vai ficar menor porque os preços vão se manter no mesmo patamar, mas novas altas fortes igual foi registrado em dezembro não são esperadas neste início de ano”, afirma.

Já sobre as expectativas em relação à inflação em janeiro, Thaize Martins destaca que “em todos os anos em que nós temos esse estudo, janeiro é o que detém a maior inflação do ano. Isso porque incidem vários reajustes, como o do salário mínimo, dos impostos, Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Então, normalmente, a inflação de janeiro fica superior a 1%”, ressalta.

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