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Isolamento intermitente em BH é visto com cautela por especialistas

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Crédito: REUTERS/Ricardo Moraes

Em meio às discussões acerca da flexibilização do isolamento social imposto como forma de combate ao novo coronavírus (Covid-19), métodos e alternativas de saída dessa condição são o que não faltam pelo mundo, embora, muitas vezes, sejam controversos.

Em Belo Horizonte, na última segunda-feira (27), o secretário municipal de Planejamento, André Reis, afirmou que as perspectivas são de um isolamento intermitente para o município. Mas, afinal, essa seria uma alternativa viável?

Tanto economistas quanto médicos consultados pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO veem vantagens na proposta, mas alertam: é preciso ter cuidado e bastante critério.

Vice-presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Virgínia Andrade afirma que, sim, essa é uma opção melhor do que simplesmente as coisas voltarem todas ao normal, como eram no começo de 2020 aqui no Brasil. No entanto, de acordo com ela, neste momento não seria uma medida prudente. “Ainda temos uma grande população em risco”, afirma.

Segundo Virgínia Andrade, se o isolamento intermitente for adotado agora, corre-se o risco de um aumento muito grande nos números de casos de pessoas enfermas pelo Covid-19. Além disso, ressalta, os resultados desse tipo de abertura não serão vistos imediatamente, já que a doença demora para se manifestar, o que pode gerar uma falsa sensação de segurança.

Esse, obviamente, é um problema enorme para a saúde pública e para a sociedade, em um cenário em que todos concordam que a preservação da vida de cada indivíduo é muito importante. Do ponto de vista econômico, porém, a situação também é preocupante, conforme destaca o professor de economia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Rafael Ribeiro.

“Com mais pessoas expondo-se ao risco, teremos um percentual maior da população que vai se contaminar e sair da força de trabalho por um tempo. Além disso, mais gente também vai morrer. Menos pessoas trabalhando é menos riqueza sendo gerada”, destaca ele.

Para Rafael Ribeiro, é necessário que os governos preservem empresas e vidas. Com empreendimentos e trabalhadores mais fragilizados, diz, a recuperação da economia será muito mais lenta. No caso contrário, quando estivermos livres da pandemia, todos já estarão prontos para produzir.

De acordo com o professor de economia da UFMG, o importante neste momento é o esforço do governo em aumentar o valor unitário da renda emergencial e a abrangência do plano, além de dar condições de crédito mais facilitadas para as empresas manterem as suas obrigações.

Transição – Mas há também os que acreditam que o isolamento intermitente pode surpreender positivamente. A professora da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais, Paula Távora, afirma que a conduta é bem razoável e tem fundamento na experiência de outros países.

“É um bom caminho e não é para sempre e nem definitivo. Pode-se testar por alguns dias e avaliar o que houve. Se estivermos no caminho da melhora, vai reduzindo até a liberação completa”, afirma. “Pode ser que a gente tenha uma alta taxa de sucesso com o isolamento intermitente e que o aumento dos casos não seja grande. Por outro lado, se liberar geral, corre-se o risco de voltar à estaca zero”, afirma.

Paula Távora também destaca que o fato de Belo Horizonte ter majoritariamente cumprido o isolamento social faz com que as perspectivas sejam mais positivas para os próximos passos.

O economista e professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Flávio Constantino, também acredita que o isolamento intermitente tem seus benefícios, embora, segundo ele, não seja a solução ideal por causa da insegurança em relação à pandemia. “Apesar de não ser uma solução, pode permitir, pelo menos, um fôlego para a economia”, diz ele.

Conforme destaca o economista, quando se retoma as atividades, há um auxílio na recuperação de renda, o que acaba contribuindo para a geração de impostos. Em um momento em que há a elevação do nível de gastos governamentais e peso nas contas públicas, a medida pode ser um auxílio.

Entretanto, diz ele, se o isolamento intermitente não for bem pensado e acompanhado, o rombo nos cofres públicos poderá ser maior do que com o fechamento das atividades.

“Se houver um caos na saúde pública, falta de equipamentos de proteção, entre outros, a pressão de gastos será grande e, no futuro, eles poderão ser ainda maiores”, diz Flávio Constantino.

Os empresários, segundo o professor da PUC Minas, também poderão ter benefícios em relação ao isolamento intermitente, mas nada como era antes da pandemia. Para o professor, com esse tipo de método, o dinheiro que eles vão arrecadar possivelmente será só para manter os negócios, com o pagamento de funcionários, fornecedores e dívidas, por exemplo.

O economista e professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec MG), Felipe Leroy, também destaca que “qualquer entrada de recurso agora vai vir na hora certa”, diz ele, lembrando que as empresas poderão obter recursos para o caixa com o isolamento intermitente. “Sem entrada e com despesas altas, chega uma hora em que não se consegue pagá-las”, diz.

No entanto, afirma ele, não se pode ser irresponsável. “Tem de acompanhar as estatísticas e os casos de Covid-19”, frisa.

Trump considera testar viajantes brasileiros

Brasília e Washington – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem que o país está considerando testar passageiros de voos internacionais provenientes de locais com grande número de casos de coronavírus, acrescentando que o Brasil pode ser incluído nesta medida.

“Estamos estudando fazer isso para voos internacionais chegando de áreas que estão altamente infectadas”, disse Trump em evento na Casa Branca.

Ele afirmou que o governo norte-americano está trabalhando com companhias aéreas em relação ao plano, que pode entrar em vigor “em um futuro muito próximo”.
Segundo Trump, o Brasil é um dos países que “está entrando na categoria” de ser considerado um polo do vírus.

Mais cedo neste ano, passageiros provenientes da China foram escrutinados nos aeroportos norte-americanos após o pouso, em uma tentativa de desaceleração do avanço do novo coronavírus. Apenas alguns desses passageiros foram colocados em quarentena.

“Eu fiz isso com a China, eu fiz isso com a Europa – é uma coisa muito importante de se fazer. É certamente uma coisa muito importante de se fazer com a Flórida, porque você tem muitos negócios com a América do Sul», disse Trump.

Prorrogação – O governo brasileiro decidiu prorrogar por 30 dias a restrição à entrada de estrangeiros por aeroportos e portos do País, seguindo recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), devido à pandemia de coronavírus, conforme portarias interministeriais publicadas no Diário Oficial da União.

O fechamento das fronteiras para todas as nacionalidades havia sido determinado inicialmente no final de março pelo governo brasileiro, que também fechou as fronteiras terrestres com os países vizinhos para tenta conter a disseminação da Covid-19.

A restrição de entrada decorre de recomendação técnica da Anvisa motivada pelos riscos de contaminação e disseminação do novo coronavírus.

O desembarque será excepcionalmente autorizado caso seja necessária assistência médica ou para conexão de retorno aéreo ao país de origem. Segundo as medidas, a restrição não impede a continuidade do transporte e do desembarque de cargas, sem que haja desembarque de tripulantes.

A medida não se aplica, por exemplo, em casos de brasileiro nato ou naturalizado; imigrante com residência de caráter definitivo no território brasileiro; profissional estrangeiro em missão a serviço de organismo internacional; e funcionário estrangeiro acreditado junto ao governo brasileiro. (Reuters)

 

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