Condomínio de luxo no Lago de Três Marias emplaca, atrai investidores e deve começar obras em 2027
O empreendimento de alto padrão às margens do rio São Francisco, na represa de Três Marias, na região Central de Minas Gerais, o Península Três Marias, apresentado ao público no mês passado, teve a repercussão esperada pela Elemental Construtora, criadora e gestora do projeto.
Com foco inicial em investidores, o empreendimento conseguiu, após apresentações fechadas em São Paulo e Belo Horizonte, 38% de adesão preliminar. Das 39 unidades colocadas à venda, 15 foram adquiridas.
O resultado representa uma carteira potencial de cerca de R$ 90 milhões e sinaliza o apetite de investidores por ativos ligados ao segmento de segunda residência.
Questionado se a adesão inicial ao projeto estava dentro das expectativas, o fundador da Elemental Construtora e incorporador imobiliário Thiago Castilho afirmou que o resultado foi além do previsto.
“Nossa expectativa era formar uma carteira de investimentos para o projeto e a adesão superou o que havíamos projetado, especialmente entre investidores de São Paulo. Até o momento, cerca de 15 das 39 unidades disponibilizadas nesta fase já estão destinadas a investidores, que enxergam vantagens em participar do projeto desde o início”, comenta Thiago.
Foco nas captações
Mesmo com o sucesso inicial, as vendas do Península Três Marias ainda não alcançarão o público consumidor final. O objetivo segue sendo incrementar a carteira de investidores.
“Nossa meta atual não é comercializar unidades ao mercado final, mas concluir a captação de investidores para essas 39 unidades até outubro deste ano. Quanto ao cronograma, algumas intervenções ligadas à estrutura hoteleira poderão ser iniciadas ainda em 2026, mas o início das obras das casas suspensas está previsto para o começo de 2027”, disse Thiago Castilho.
Com investimento previsto de R$ 400 milhões e Valor Geral de Vendas (VGV) projetado em R$ 2 bilhões, o empreendimento ocupará uma área de cerca de 630 hectares em uma das regiões mais conhecidas do turismo náutico brasileiro.
A proposta vai além do conceito tradicional de condomínio residencial e aposta em um modelo que integra moradia, lazer, hospitalidade e experiências ligadas ao lago, sendo uma segunda residência para o comprador.
Facilidades
Entre os diferenciais do projeto está a parceria firmada com a Flapper para a criação de uma operação aérea dedicada aos proprietários. As unidades terão áreas entre 200 m² e 800 m², com custo médio de R$ 6 milhões.
A iniciativa prevê uma frota composta por cinco aeronaves, incluindo um jato executivo, uma aeronave anfíbia e outros modelos destinados ao transporte dos moradores a partir de aeroportos estratégicos, como Campo de Marte, Pampulha, Brasília e Goiânia.
“A mobilidade será um dos pilares da experiência. Queremos tornar o acesso ao Lago de Três Marias tão simples quanto o deslocamento para outros destinos consolidados de lazer e segunda residência. Esse é um passo importante para ampliar a atratividade da região e impulsionar seu desenvolvimento”, destaca a sócia da Elemental Construtora, Carla Bolla.
Ouça a rádio de Minas