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Lote rodoviário pode atrair investimento de R$ 1 bilhão

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O projeto de concessão “Ouro Preto” inclui trecho da BR-356 | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) receberá US$ 650 mil para coordenar e realizar os estudos de viabilidade necessários à modelagem do projeto de concessão do lote rodoviário “Ouro Preto”, que inclui os municípios de Mariana e Brumadinho, no âmbito do Programa Estadual de Concessões Rodoviárias.

O projeto tem potencial para atrair investimentos privados da ordem de R$ 1 bilhão, proporcionando maior dinamismo econômico para a região, incentivando as atividades turística e industrial.

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O acordo de cooperação técnica e o contrato de prestação de serviços de modelagem foram firmados, ontem, pelo BDMG com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e com o governo de Minas Gerais, por intermédio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra).

O presidente do BDMG, Sérgio Gusmão, ressalta que além de ser um banco provedor de crédito, o BDMG também realiza a estruturação de projetos, o que vem ganhando dinamismo na atual gestão.

“O acordo firmado permitirá a concessão do lote rodoviário que liga os municípios de Mariana a Brumadinho, passando por Belo Horizonte e Ouro Preto. Esse projeto conta com recursos disponibilizados pelo Ministério das Finanças do Japão na ordem de US$ 650 mil, o que hoje ultrapassa R$ 3,5 milhões. O valor será utilizado pelo BDMG como estruturador e coordenador dessa cooperação técnica e nos serviços de modelagem para que nós possamos concessionar esses trechos rodoviários para investimentos privados. A estimativa é de aportes na ordem de mais de R$ 1 bilhão no lote rodoviário Ouro Preto”, explicou.

Ainda segundo Gusmão, ter uma plataforma de preparação de projetos e modelagem desperta a confiança dos investidores privados e será importante para a atração de aportes de qualidade para melhorar as rodovias do Estado.

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“É um passo muito importante e esperamos que essa iniciativa atraia investimentos de qualidade para o Estado. Esse lote específico representa a esperança, ligando as duas cidades que foram alvos das tragédias provocadas pela mineração. Com essa plataforma, nós seremos uma espécie de fábrica de projetos para trazer a credibilidade necessária e fazer todos os estudos técnicos que investidores sérios esperam. As experiências que existem em outros países e em nível federal são extremamente positivas. É o BDMG não só provendo o crédito, mas também serviços de estruturação de projetos, diversificando nossa atuação com muita qualidade”.

O prazo estimado para execução dos trabalhos de modelagem é de até 36 meses e os estudos serão iniciados imediatamente. Caberá à Seinfra realizar o leilão público com objetivo de delegar à iniciativa privada a administração e a exploração econômica do lote rodoviário.

De acordo com os dados do BDMG, com extensão de quase 300 quilômetros, o lote rodoviário “Ouro Preto” abrange trechos das rodovias BR-356, MG-262, MG-329, BR-120 e LMG-813, ligando, entre outros municípios, Mariana e Brumadinho, ambos impactados pelo rompimento de barragens em 2015 e 2019, respectivamente.

Programa – O Programa de Concessões Rodoviárias de Minas Gerais foi lançado em 2019 e envolve, além do lote “Ouro Preto”, outros seis lotes de rodovias estaduais, com mais de 2,5 mil quilômetros de extensão. Com investimentos previstos da ordem de R$ 7 bilhões, o programa tem expectativa de gerar mais de 9,5 mil empregos, entre diretos e indiretos, impulsionando o desenvolvimento regional no Estado.

“Esse projeto da rodovia Brumadinho Mariana é o primeiro. Mas, nossa ideia é que venham outros e que possamos realizar outros aportes, tendo uma espécie de fábrica de projetos a serviço do Estado. Que isso fique consolidado como legado da nossa gestão e possa continuar além do governo atual”, disse Gusmão.

Desembolsos avançam 20% entre janeiro e abril

Os desembolsos do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), de janeiro a abril de 2020, já ultrapassaram a cifra de R$ 420 milhões, o que representa um aumento superior a 20% frente ao valor liberado entre janeiro e abril de 2019.

O aumento significativo tem como um dos fundamentos, a maior demanda por crédito devido à pandemia de coronavírus, o que provocou a suspensão de diversas atividades econômicas. Com linhas oferecendo condições especiais, como carência maior e juros menores, a demanda pelos recursos é crescente.

De acordo com o presidente do BDMG, Sérgio Gusmão, ainda não foi possível mensurar em números o impacto da pandemia na demanda pelos recursos disponibilizados pela instituição financeira, já que as linhas estão sendo operacionalizadas há cerca de 20 dias, porém, a estimativa é que a demanda tenha triplicado ou quadruplicado dependendo da linha buscada.

“A demanda cresceu exponencialmente a partir de março e nós já estamos com desembolsos bastante superiores. A demanda é muito grande e ainda estamos tabulando. As linhas são recentes, mas já temos informação de crescimento bem expressivo”, disse.

Desde o início do isolamento social, para controle da pandemia, o BDMG anunciou várias linhas para auxiliar as empresas mineiras. Entre as opções de financiamento está uma linha para auxiliar empresas de todos os portes pertencentes ao setor de saúde do Estado, onde serão disponibilizados recursos para capital de giro e investimentos para compra de matéria-prima para fabricação de produtos de alta demanda (máscaras, álcool em gel, lenços, etc.), reforço de estoque, preparação de leitos, contratação de mão de obra temporária, entre outros.

O banco também anunciou a prorrogação de condições especiais de financiamento na linha de crédito Empreendedoras de Minas, voltada para micro e pequenas empresas lideradas por mulheres.

As taxas de juros iniciais, reduzidas a 0,80% ao mês e válidas, antes, somente em março (Mês da Mulher), agora passam a vigorar até 30 de junho.

O prazo de carência dobrou de três meses para seis meses, sendo que o financiamento pode ser pago em até 48 parcelas fixas.

Outra iniciativa foi a redução dos juros e ampliação da carência para micro e pequenas empresas do turismo em Minas Gerais.

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