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Metrô da Capital pode ter investimento de R$ 1,3 bi

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A ampliação do metrô de Belo Horizonte pode ser o primeiro passo para a privatização do modal ferroviário - Crédito: Divulgação

O governo federal assina, nas próximas semanas, o acordo que viabilizará os recursos necessários para a ampliação do metrô de Belo Horizonte. Do total de R$ 4,5 bilhões que a União receberá de multas por trechos não usados por concessionárias férreas, R$ 1,3 bilhão será destinado à construção da Linha 2, ligando o Calafate ao Barreiro.

Este é também o primeiro passo para uma possível privatização do modal ferroviário da Capital.

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A informação é do senador Carlos Viana (PSD). Segundo ele, o modelo para execução da obra ficará sob a responsabilidade do governo do Estado, que poderá ainda deixar a cargo da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), atual administradora do trem metropolitano mineiro. Além disso, a obra representará um reforço importante na privatização da companhia.

“Este é o primeiro passo para o projeto amplo de reorganização e definição sobre o futuro da CBTU. Os recursos a serem disponibilizados neste primeiro momento viabilizarão a linha que liga o Calafate ao Barreiro, a partir do projeto original de 30 anos, etapa fundamental na viabilização do projeto de concessão do modal à iniciativa privada”, explicou.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Infraestrutura não respondeu até o fechamento desta edição.

A obra foi iniciada em março de 1998 e paralisada em 2004, por falta de recursos. A linha é prioridade para a companhia e contará, segundo o projeto executivo, com 10,5 quilômetros e cinco estações: Amazonas (próximo à Funed), Salgado Filho, Vista Alegre, Ferrugem e Barreiro (próximo à PUC e ao Via Shopping). Os recursos, segundo Viana, serão aplicados em frentes como a complementação das obras, que têm boa parte já executada, regularizações e desapropriações.

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Privatização – Ainda conforme o senador, paralelamente, o governo federal volta seus esforços também para a privatização da companhia de trens. Para isso, já está sendo realizado um grande levantamento sobre a CBTU em Belo Horizonte, que inclui uma série de auditorias e avaliações nos próximos meses, com o objetivo de passá-la à iniciativa privada.

“Desmembrar a CBTU é o primeiro passo para a privatização. A ideia é que a CBTU Brasil seja extinta no Rio e transferida para Recife, e que a de Belo Horizonte se torne independente e sustentável. Esse trabalho será feito conjuntamente pelos governos federal e estadual e a previsão é que fique pronto em 24 meses. A partir daí, a decisão fica apenas com o poder estadual: se assume a gestão, se privatiza ou se usa a Metrominas para dar prosseguimento aos trabalhos”, disse.

Neste sentido, Viana chamou atenção para a necessidade de o Executivo estadual fazer todas as adequações de maneira a contemplar Belo Horizonte e Contagem. “A proposta é que o modelo de concessão já inclua a ampliação do metrô até Contagem e Ribeirão das Neves”, reforçou.

Governo do Estado – Em maio, o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Marco Aurélio Barcelos, afirmou, em sabatina na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que o governo de Minas Gerais já iniciava os trabalhos para a estadualização e privatização do metrô de Belo Horizonte. A expectativa, segundo ele, à época, é de que, até o final da gestão do governador Romeu Zema (Novo), pelo menos a Linha 1 esteja sob gestão da iniciativa privada. Já as demais expansões somente ocorrerão após este processo.

“Não vamos conseguir implementar as quatro linhas nos próximos quatro anos. Primeiro, porque precisaríamos de algo em torno de R$ 12 bilhões para viabilizá-las. Segundo, porque a solução deste imbróglio, que perdura por décadas, passa pela estadualização da gestão”, declarou.

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