Economia

MPEs respondem por mais da metade das vagas de emprego criadas em Minas

Setor de Serviços liderou a criação de postos formais, enquanto o Comércio amargou o pior resultado entre os segmentos da economia
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MPEs respondem por mais da metade das vagas de emprego criadas em Minas
Foto: Reprodução Adobe Stock

As micro e pequenas empresas seguem protagonizando a geração de empregos em Minas Gerais. Em abril, os pequenos negócios criaram 5.245 postos de trabalho, o equivalente a 58,34% de todas as vagas abertas no Estado. Os dados foram analisados pelo Sebrae Minas com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

No acumulado do ano até abril, as MPEs já somam 41.907 vagas, resultado que representa mais da metade do saldo total de empregos gerados no Estado.

O setor de Serviços liderou a criação de postos formais, com saldo positivo de 5.193 empregos. Na sequência, a Construção Civil gerou 3.837 vagas, enquanto a Agropecuária também registrou desempenho favorável, com 945 postos abertos.

Em sentido contrário, o Comércio encerrou 1.846 vagas formais e amargou o pior resultado entre os segmentos da economia mineira em abril. A retração também atingiu o segmento dentro dos pequenos negócios, que registrou o fechamento de 899 postos de trabalho.

O perfil das contratações revela uma forte presença dos jovens no mercado de trabalho mineiro. Trabalhadores na faixa entre 18 e 24 anos responderam por 28,6% das admissões realizadas pelas MPEs em abril. No saldo líquido do mês, esse grupo etário concentrou 4.609 vagas, um indicativo de que os pequenos negócios permanecem como uma das principais portas de entrada para quem busca o primeiro emprego.

A escolaridade também chama atenção. Trabalhadores com ensino médio completo responderam por quase 68% das admissões feitas pelas micro e pequenas empresas no período.

Juros e inflação acendem alerta para pequenas empresas em 2026

A analista do Sebrae Minas Bárbara Castro pondera que a expectativa de crescimento moderado em 2026 deve enfrentar novos desafios, com o mercado atento a uma mudança de percepção na política monetária. Embora o ano tenha começado com sinalizações de flexibilização da taxa de juros, a persistência da inflação e o aumento das incertezas externas impuseram maior cautela ao Banco Central.

A instabilidade nos preços dos combustíveis também segue como um dos fatores de pressão sobre determinados setores, com efeitos especialmente sentidos na inflação de curto prazo. O mercado teme que esse cenário limite a velocidade de melhora nas condições de crédito para as MPEs.

“A forte desaceleração das vagas líquidas de abril acende um sinal de atenção para os próximos meses. A sustentabilidade dos pequenos negócios dependerá da manutenção do consumo local e de estratégias de eficiência de custos operacionais frente a taxas de financiamento restritivas”, avalia a analista.

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