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Desdobramentos do Covid-19 já fazem de 2020 um ano perdido

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Crédito: REUTERS/Rahel Patrasso

Quase quarenta dias após a implantação de medidas de distanciamento social em combate ao novo coronavírus (Covid-19), são grandes os impactos econômicos em Minas Gerais e em Belo Horizonte.

A combinação entre a suspensão de atividades em todo o Estado, queda nos níveis de comercialização de diversos setores e prestação de serviços e milhares de demissões já faz de 2020 um ano perdido na visão de especialistas e representantes de classes empresariais.

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Para tentar amenizar as perdas na economia mineira, que vinha se recuperando da crise financeira vivida pelo País nos últimos anos, o governo de Minas Gerais lançou o programa “Minas Consciente – Retomando a economia do jeito certo”, com o objetivo de orientar e organizar a retomada das atividades nos 853 municípios do Estado.

Conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a palavra final sobre a flexibilização ou não das medidas é dos prefeitos. Dessa forma, o governador Romeu Zema (Novo) enfatizou ontem, em entrevista coletiva virtual, que os protocolos irão orientar como a abertura deverá ser feita em cada cidade, sempre a partir dos números de casos e de leitos disponíveis em cada região.

O governador ressaltou que, no momento, Minas Gerais é o quarto estado brasileiro com o menor número de casos confirmados e óbitos por 100 mil habitantes. “Minas está dando exemplo no controle da doença e vai dar também na reativação da economia. O que estamos fazendo não é um relaxamento das medidas, mas oferecendo mais segurança ao processo de retomada das atividades, que já vinha acontecendo em mais de 50% das cidades mineiras”, justificou.

A proposta criada pelo Executivo mineiro foi estruturada conjuntamente pelas secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Saúde (SES-MG), e, conforme o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, contou com a colaboração de entidades de classe patronais e dos empregados de diversos setores.

O programa sugere a retomada gradual de comércio, serviços e outros setores, adotando protocolos sanitários divididos por segmentos, que vão garantir a segurança da população. Para isso, separou as atividades econômicas em quatro “ondas” (onda 0 – serviços essenciais; onda 1 – baixo risco; onda 2 – médio risco; onda 3 – alto risco), a serem liberadas para funcionamento de forma progressiva, conforme indicadores de capacidade assistencial e de propagação da doença, avaliando o cenário de cada cidade.

Ainda conforme o governador, atualmente, apenas 3% dos leitos da rede pública de Minas Gerais abrigam casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus, 47% estão disponíveis e a outra metade está sendo utilizada por portadores de outras doenças.

Os últimos dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) dão conta de que há 51 óbitos e 1.308 casos confirmados nos municípios mineiros. Deste total, 9 mortes e 482 infectados ocorreram na Capital.

Capital mantém isolamento – Especificamente sobre Belo Horizonte, em coletiva de imprensa realizada no início desta semana, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) informou que ainda não há data para a retomada das atividades – mesmo que de maneira parcial. Segundo ele, as mesmas técnicas que foram usadas para o início da quarentena na Capital serão usadas também para a saída.

“Isso não será feito de qualquer maneira. Mas com responsabilidade, matemática, probabilidade, estatística e, principalmente, consciência. Existe uma expectativa, pelo respeito da população com o distanciamento social e por termos sido uma das primeiras capitais a copiar o que o mundo todo fez no combate à pandemia, de sermos uma das primeiras também a serem flexibilizadas”, argumentou.

Quando questionado sobre o balanço que faz quanto ao isolamento social horizontal na cidade, a partir das limitações impostas pelos decretos publicados pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) desde o dia 17 de março, Kalil se disse assustado com o descumprimento das orientações por parte de uma fatia da população.

“Toda vez que eu converso com o povo eu fico mais assustado. Mas a história mostra que cidades que trataram a pandemia com rigidez foram as que saíram da pandemia mais rápido e as que se recuperaram com mais rapidez. Vamos superar isso muito antes do que todo mundo está pensando”, afirmou.

Além disso, Kalil enfatizou que primeiro tratará da pandemia e, depois, da economia. E que, quando chegar o momento, uma equipe será montada para discutir o assunto com todas as partes interessadas, incluindo representantes dos diversos setores econômicos da capital mineira.

Entre os setores que o prefeito de Belo Horizonte deverá ouvir quando chegar o momento de discutir a flexibilização está o industrial. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, já integra o comitê especial criado pelo governo do Estado para acompanhar a recuperação fiscal, econômica e financeira diante da crise do coronavírus.

“Minas Consciente” dará perspectivas à classe empresarial 

Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, o programa criado pelo governo mineiro vai dar um horizonte e perspectivas para a classe empresarial de todo o Estado. Para o dirigente, mesmo que gradual, a retomada é necessária.

“Já passou a fase do pânico inicial e totalitarismo no combate à disseminação do vírus. Agora é preciso pensar com estratégia e racionalidade nos próximos passos. Inventaram uma falsa dicotomia entre a doença e a economia, de que não era possível ter as duas frentes, unindo produção e prevenção. Pelo contrário, uma depende da outra”, frisou.

De toda maneira, o presidente da Fiemg admitiu que 2020 já pode ser considerado um ano perdido. Conforme ele, serão, pelo menos, 90 dias de fortes impactos nos setores produtivo, de comércio e serviços. A volta será apenas para amenizar as perdas.

“As medidas do governo federal também foram fundamentais. Não fossem as alternativas aos contratos de trabalho e a disponibilização de renda adicional, a situação seria ainda pior. De toda forma, a União não tem fôlego para manter isso por muito tempo. Já com a retomada das atividades econômicas será possível amenizar as perdas somadas até aqui e permitir uma recuperação mais breve”, avaliou. (MB)

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