COTAÇÃO DE 16 A 18/10/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,4540

VENDA: R$5,4540

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,4700

VENDA: R$5,6130

EURO

COMPRA: R$6,3181

VENDA: R$6,3210

OURO NY

U$1.767,23

OURO BM&F (g)

R$309,68 (g)

BOVESPA

+1,29

POUPANÇA

0,3575%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia exclusivo zCapa

Reabertura do Consulado da Suécia foca na mineração

COMPARTILHE

Apesar das muitas riquezas advindas do setor de mineração no Estado, tragédias como a que aconteceu em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), com o rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão, mostram a necessidade de rever as formas de atuação no segmento.

Esse é um dos aspectos discutidos com o lançamento da “Aliança de Mineração Sueca no Brasil”, realizado na última quarta-feira (4) em Belo Horizonte. O evento marca a reabertura do Consulado da Suécia em Minas Gerais, depois de ter permanecido suspenso por quase dois anos.

PUBLICIDADE

Gerente do Conselho de Comércio e Investimentos da Embaixada da Suécia, Eric Forsberg ressalta que muitos desafios no Brasil também existem na Suécia, o que faz com que o País europeu tenha bastante experiência para lidar e trabalhar para ajudar as empresas mineiras a se tornarem mais sustentáveis e rentáveis.

“As empresas suecas são bem sustentáveis em todas as formas, em termos de conhecimento, de jeitos de trabalhar, materiais que usam em seus produtos”, diz ele.

Além disso, lembra o presidente da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi), Thiago Toscano, a economia da Suécia também é muito parecida com a de Minas Gerais, sendo que o minério de ferro tem uma representatividade forte para ambos. Agora, diz ele, a ideia é discutir as inovações para o setor no Estado, conversando com várias empresas de lá. Ainda é prematuro, porém, de acordo com ele, falar o quanto em investimentos devem ser gerados em terras mineiras a partir disso.

“Minas Gerais tem que aparecer. Os investidores têm que saber que existe Minas Gerais.

Quando se vai lá para fora, as pessoas têm na cabeça São Paulo e Rio de Janeiro. Então, Belo Horizonte tem de se mostrar. Por isso a relevância de ter um consulado aqui. É o primeiro ponto para ser o foco dessa conexão. A gente precisa avançar nisso”, destaca ele, que lembra que o Estado tem muito a oferecer em termos de matéria-prima, como minério de ferro, ouro e nióbio e reúne as condições para atrações de investimentos. “Nós temos a maior reserva de nióbio do mundo”, diz.

O subsecretário de promoção de investimentos e cadeias produtivas da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Juliano Alves, destaca que, pensando na mineração como um todo, a Suécia pode oferecer bastante em termos de tecnologia.

“Se nós pensarmos a mineração com um olhar para o futuro, há vários caminhos que podem tornar a nossa mineração mais competitiva, muito graças ao aporte dessa parceria com a Suécia. Por exemplo, tratamento de resíduos. Os suecos são primorosos nesse aspecto. Monitoramento de barragens, tecnologias relativas à segurança, inteligência artificial. São vários os segmentos que podem tornar esse setor mais competitivo. Minas não pode deixar de ser líder desse processo no Brasil, em vista da importância que o setor tem aqui”, ressalta ele.

Alves diz ainda que existem perspectivas de incentivos. “Quando a gente pensa em tecnologia, é óbvio que há a perspectiva de incentivos serem alocados. Mas isso é uma coisa que precisaríamos pensar com mais calma, de maneira a amadurecer uma política voltada para a atração de empresas voltadas para esse setor de tecnologias minerárias. O que há é um interesse muito grande de parte não só da Suécia, mas de outros países também, e nós podemos sentar e eventualmente conversar a respeito de eventuais incentivos”, afirma.

Empresas suecas – O Cônsul da Suécia em Minas Gerais, Mateus Quintela, ressalta que, inclusive, já existem muitas empresas do País europeu que atuam no setor de mineração brasileiro, como Volvo, Scania, Epiroc e Sandvik.

“Nosso Estado é minerador. Grande parte do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro está ligada à mineração”, frisa ele, que também mencionou a importância de pensar em alternativas para o segmento.

“Naturalmente, tecnologias novas mais produtivas, de menor impacto ambiental, que estiverem disponíveis e acessíveis às indústrias brasileiras de mineração serão sempre muito positivo”, avalia. “A atividade humana não vive sem a mineração em nenhuma esfera. A nossa dependência do metal, das baterias, dos condutores, são oriundos da mineração. Se nós pudermos desenvolver essa atividade com menor impacto, melhor. Já que não temos como evitar, que seja com o menor impacto possível ou da maneira mais sustentável possível”, pontua.

eA embaixadora Johanna Brismar finaliza dizendo o quanto Minas Gerais tem importância para a indústria sueca. “Há muitas oportunidades para desenvolver essa colaboração ainda mais. Estamos trabalhando o governo do Estado e com empresas privadas daqui. A aliança estratégica de mineração sueco-brasileira vai aprofundar o trabalho que fazemos juntos, nos setores como pesquisa, sustentabilidade e futuro da mineração”, afirma.

Semad aponta que licença da Anglo respeita as leis

Rio – A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) entende que a concessão de licença de operação para alteamento de barragem da Anglo American respeita às leis vigentes e não vê motivo para a suspensão da autorização, disse o órgão em nota.

O posicionamento vem depois de o Ministério Público de Minas Gerais ter ajuizado na terça-feira ação solicitando liminarmente suspensão da licença para a estrutura, que atende ao empreendimento Minas-Rio, de minério de ferro, em Conceição do Mato Dentro, no Médio Espinhaço.

A empresa recebeu em dezembro a última licença necessária para expandir a produção em seu complexo de minério de ferro Minas-Rio para capacidade total de 26,5 milhões de toneladas por ano.

Na ação, o MP alega que há três comunidades a jusante da estrutura da Anglo, e que assim a licença não deveria ter sido concedida, conforme a lei estadual “Mar de Lama Nunca Mais”, que entrou em vigor em 2019, após rompimento de barragem da Vale em Brumadinho.

A norma, segundo o MP, diz que “fica vedada concessão de licença ambiental para construção, instalação, ampliação ou alteamento de barragem em cujos estudos de cenários de rupturas seja identificada comunidade na zona de autossalvamento”.

A Semad pontuou, no entanto, que antes de conceder a licença obteve pareceres favoráveis de sua assessoria jurídica e também da Advocacia Geral do Estado (AGE), que entenderam que as restrições não seriam aplicadas a licenciamentos em fase de licença de operação.

“A princípio, não há motivo para suspensão da licença de operação concedida ao empreendimento, conforme decisão da Câmara de Atividades Minerárias (CMI) do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam)”, disse a Semad. (Reuters)

CSN avalia IPO de mineradora

São Paulo – A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está avaliando fazer uma oferta inicial de ações (IPO) de seus negócios de produção de minério de ferro, retomando ambições de anos atrás e que foram interrompidas com o colapso econômico brasileiro.

A afirmação foi feita pelo presidente-executivo da CSN, Benjamin Steinbruch, em teleconferência com analistas ontem, após divulgação de resultado trimestral acima do esperado na noite de véspera.

Reafirmando a intenção da empresa de reduzir sua dívida líquida “o mais rápido possível” para R$ 20 bilhões, ante R$ 27,1 bilhões no fim de 2019, Steinbruch afirmou no final da teleconferência que “estamos discutindo não só a venda da SWT (usina siderúrgica alemã)…estamos considerando o próprio IPO da mineração”.

O executivo não deu detalhes dos planos. O comentário acontece no momento em que mais de 20 empresas fizeram registros para IPOs junto à CVM apenas neste ano.

Os negócios da CSN em produção de minério de ferro estão concentrados na unidade CSN Mineração, que opera a mina de Casa de Pedra, em Congonhas, no Campo das Vertentes, e que até recentemente eram alvo também da CSN de planos para vendas de participações e produções futuras por meio de contratos de streaming.

A área deve atingir produção de 40 milhões de toneladas em 2020, após 38,5 milhões no ano passado, disse na teleconferência o diretor de mineração, Enéas Diniz. Segundo ele, as fortes chuvas que atingiram Minas Gerais no final de 2019 e no início deste ano afetaram o ritmo da produção e de embarques portuários, mas essa situação deve ser normalizada em abril.

Steinbruch também foi incisivo sobre novos aumentos de preços de aço que a CSN pretende implementar no Brasil entre abril e maio e citou como justificativa a queda de quase 16% do real ante o dólar apenas neste ano, além de altas de custos com matérias-primas.

“Certamente vou ser obrigado, por custos e desvalorização (do real ante o dólar) ter um aumento de mais de 10% para todo tipo de produtos e segmentos em abril e maio”, disse o presidente da CSN.

“R$ 4,60 veio pra ficar. (O próximo reajuste) Vai ser para recomposição de preços”, acrescentou o Steinbruch referindo-se à cotação da moeda norte-americana. (Reuters)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!