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Economia

Minas tem saldo melhor de empregos do que o País

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Crédito: Ueslei Marcelino / Reuters

Em março, Minas Gerais registrou superávit de 5.163 postos de trabalho, volume praticamente estável, com pequena variação de 0,13% frente a fevereiro. As atividades extrativa mineral e agropecuária contribuíram de forma positiva para a evolução.

De acordo com o Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério da Economia, as admissões somaram 144.929 vagas no mês passado, enquanto as dispensas chegaram a 139.766 no Estado.

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Quando comparado com março do ano passado, é possível observar uma queda de 3,75% frente ao número de admissões, que no período totalizou 150.580. O saldo de empregos também está inferior, uma vez que, em março deste ano, o superávit somou 5.163, ante o resultado de 14.149 verificado em igual mês do ano anterior, queda de 63,5%.

Considerado o primeiro trimestre do ano, o superávit chegou a 33.709. O resultado ocorreu da formalização de 457.101 trabalhadores e da demissão de 423.392 entre janeiro e março. O superávit nos primeiros três meses do ano representa incremento de 6,9% na comparação com o mesmo período de 2018, quando o saldo havia ficado positivo em 31.523 empregos.

Os dados dos últimos 12 meses mostram que o total de admissões em Minas Gerais somou 1,78 milhão, enquanto os desligamentos chegaram a 1,70 milhão. No período, o saldo alcançou 79.428, frente ao superávit de 43.105 registrado em igual intervalo anterior, alta de 84,2%.

Setores – Em março, a agropecuária foi o principal setor responsável pelo saldo positivo registrado em Minas Gerais. Ao todo, as admissões somaram 16.745 e os desligamentos, 12.042 pessoas. O resultado foi um superávit de 4.703 postos de trabalho no terceiro mês de 2019, ante 2.850 em março do exercício passado, o que representa incremento de 65%.

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Em segundo lugar, na comparação mensal, ficou a atividade extrativa mineral, com a geração de 902 empregos e desligamento de 612 pessoas, resultando em um saldo de 290 vagas. Apesar da crise enfrentada pelo setor após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o resultado é 39,4% superior ao superávit de março de 2018, quando atingiu 208 empregos.

No mesmo período, a indústria da transformação registrou um saldo positivo de 1.713 vagas, com a admissão de 23.974 pessoas e demissão de 22.261. Isso representa queda de 45,7% em relação ao mesmo intervalo do ano passado (3.158).

No setor de serviços, foi registrado saldo de 3.563 vagas, resultado da admissão de 54.997 pessoas e demissão de 51.434. O número é 37,6% inferior ao apurado em março de 2018, quando atingiu 5.716 vagas.

Acumulado – Já no acumulado do ano até março, a construção civil foi uma das responsáveis pelo aumento na geração de empregos no Estado. No trimestre, o setor registrou abertura de 56.253 vagas e desligamento de 47.789 profissionais. O saldo ficou em 8.464, contra 6.990 em igual intervalo do exercício passado, incremento nominal de 21%.

Considerando o mesmo período, também apresentou resultado positivo a atividade extrativa mineral, com 3.297 admissões e demissão de 2.213 pessoas, o que gerou um saldo de 1.084 vagas, contra 370 no primeiro trimestre do ano passado, alta de 192%.

País decepciona e encerra 43 mil postos

Brasília – O Brasil registrou fechamento líquido de 43.196 vagas formais de emprego em março, em um resultado negativo que contrariou expectativas e foi puxado pela fraqueza no comércio, informou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério da Economia.

Em pesquisa da Reuters, a expectativa era de abertura de 79 mil postos no mês. O desempenho também representou uma piora ante o obtido no mesmo mês do ano passado, quando foram criadas 56.151 vagas.

Em nota, o ministério da Economia justificou que o mês foi afetado por uma antecipação ocorrida em fevereiro, quando os dados surpreenderam positivamente.

“Os setores que normalmente admitiam nesta época do ano anteciparam as contratações para fevereiro, e aqueles que demitiam concentraram as demissões em março. O fato provocou tendências opostas entre os meses”, disse.

Dos oito setores pesquisados pelo Caged, o comércio respondeu pela pior performance em março, com fechamento de 28.803 vagas. Outros quatro setores ficaram no negativo, com destaque para agropecuária (-9.545 postos) e construção civil (-7.781).

No acumulado do primeiro trimestre, foram abertos 164,2 mil empregos, na série sem ajustes, abaixo dos 195,2 mil postos de igual período do ano passado.

Em coletiva de imprensa, o secretário do Trabalho, Bruno Silva Dalcomo, afirmou que a retomada “ainda tímida” da criação de vagas está no mesmo ritmo da economia, de uma maneira geral.

“O País está um pouco aguardando as definições sobre a nova Previdência. A saúde financeira do País depende da aprovação da nova Previdência e, lógico, os investimentos estão sendo represados”, avaliou. (Reuters)

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