Número de desocupados tem queda de 9,8% em MG

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Número de desocupados tem queda de 9,8% em MG
Crédito: Christian de Lima

A força de trabalho em Minas Gerais chegou a aproximadamente 11,3 milhões de pessoas no terceiro trimestre deste ano. Deste total, 10,2 milhões foram classificadas como ocupadas e 1,1 milhão como desocupadas, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o levantamento, o total de pessoas ocupadas no segundo trimestre apresentou aumento de 1,2% (120 mil pessoas), enquanto o total de desocupados teve uma redução de 9,8% em relação ao trimestre anterior. Assim, a taxa de desocupação do Estado encerrou o terceiro trimestre em 9,7%. O índice representou uma queda de 1,1 ponto percentual em relação ao segundo trimestre e de 2,6 pontos na comparação com a mesma época de 2017.

De acordo com o economista do IBGE Minas, Gustavo Fontes, o setor que mais absorveu mão de obra no período foi de outros serviços, que engloba serviços pessoais, de reparos e manutenção. O grupo de agropecuária, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura também se destacou nas contratações de trabalhadores. Em relação ao trimestre anterior, houve o aumento de 7,8% do número de pessoas ocupadas em outros serviços, o que representou 42 mil pessoas a mais trabalhando nesse grupamento.

Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, os destaques foram o aumento de 20,1% do número de pessoas ocupadas em outros serviços (mais 98 mil pessoas) e o aumento de 7,5% do número de ocupados no grupamento da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (mais 91 mil pessoas).

Informalidade – Além disso, segundo ele, apesar do aumento da população ocupada foi registrado crescimento principalmente nas ocupações sem carteira e nas pessoas que passaram a trabalhar por conta própria. “Isso mostra que os empregos com carteira ainda não estão consolidados”, resumiu.

Detalhadamente, conforme a pesquisa, a população ocupada em Minas Gerais, no terceiro trimestre de 2018, estimada em 10,2 milhões de pessoas, era composta por 69,2% de empregados, 5,2% de empregadores, 22,9% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,6% de trabalhadores familiares auxiliares.

Outro ponto que o economista do IBGE chamou a atenção é que, de julho a setembro deste exercício, a taxa total de subutilização da força de trabalho, que considera não apenas a população desocupada, mas também engloba os subocupados por insuficiência de
horas trabalhadas e a força de trabalho potencial, foi de 23% em Minas Gerais, o que representou 2,8 milhões de pessoas.

Por fim, a Pnad revelou que a massa de rendimentos reais habitualmente recebidos em todos os trabalhos pelos ocupados em Minas Gerais atingiu R$ 19,3 bilhões no terceiro trimestre, apresentando estabilidade em relação ao segundo trimestre e aumento de 4,4% no ano. Já no Brasil, a massa de rendimentos reais foi estimada em R$ 200,7 bilhões.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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