O pior para o setor de bens de capital já passou, diz Abimaq

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O pior para o setor de bens de capital já passou, diz Abimaq
Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

O Covid-19 continua afetando contratos nacionais e internacionais da indústria de bens de capital e o setor já estima queda de 10% no faturamento deste exercício sobre o registrado em 2019.

Nem mesmo o segundo semestre, tradicionalmente marcado pela elevação de pedidos junto ao setor produtivo, será capaz de reverter as perdas impostas pela pandemia.

Apesar disso, o membro do Conselho da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) – Regional Minas Gerais, Marcelo Luiz Veneroso, avaliou que o “pior já passou” e que as fábricas do Estado estão trabalhando com cerca de 73% de ocupação da capacidade instalada.

“O quadro ainda é crítico, mas, aos poucos, está se ajustando. No ápice da crise, em meados de 2015, chegamos a 65% de utilização do parque fabril. Depois disso, com a retomada a partir de 2018, chegamos a 80% e agora retomamos a 73% da capacidade”, detalhou.

Outro ponto positivo, mesmo diante das consequências do Covid-19, conforme o dirigente, diz respeito ao quadro de demissões pelo setor. De acordo com ele, logo na chegada da doença ao Brasil, estimava-se a extinção de 15 mil postos de trabalho em todo o País, número que chegou a 12,5 mil. “A gente não sabe o que vai acontecer daqui para frente, mas demissões não teremos mais”, garantiu.

E assim como em âmbito nacional, segundo Veneroso, no caso das indústrias mineiras, pelo menos já foi apurada desaceleração na queda do faturamento no mês de maio. Conforme a entidade nacional, o faturamento caiu 13,7% no quinto mês de 2020 na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Balanço – Em maio, as receitas da indústria de máquinas e equipamentos foi de R$ 9,5 bilhões – mas em abril, o faturamento foi 27% inferior ao apurado no ano anterior.

Ainda assim, segundo a associação, este foi o pior resultado para o mês dos últimos cinco anos. No acumulado de janeiro a maio, o faturamento do setor somou R$ 46,3 bilhões, baixa de 7,7%, ante mesmo período de 2019.

“Tínhamos começado o ano bem e estimávamos um aumento de 5% neste exercício sobre o ano passado. No entanto, veio a pandemia e mudou todo o trajeto. Acreditamos em alguma recuperação nos próximos meses, mas nada de muito significante. Vai ser mais um ano ‘andando de lado’”, lamentou o membro do Conselho da Regional.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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