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O levantamento realizado pelo Sebrae Minas aponta que as vendas dos pequenos negócios melhoraram em agosto | CRÉDITO: ALISSON J. SILVA

Apesar de ainda estarem distantes dos patamares pré-pandemia da Covid-19, os pequenos negócios do Estado já dão alguns sinais de recuperação. Se em julho, 82% dos empresários afirmaram que as vendas estavam abaixo do normal, esse número caiu para 75% em agosto. O volume de vendas em agosto foi 37% inferior ao convencional, um aumento de 14 pontos percentuais na comparação com julho (51%).

Além disso, 18% dos empreendimentos estavam com o funcionamento suspenso no mês passado, contra 22% em julho.

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Os dados são da 7ª edição da pesquisa “O impacto da pandemia do coronavírus nos pequenos negócios”, realizada pelo Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas) e divulgada ontem pela entidade.

De acordo com o gerente de inteligência empresarial do Sebrae Minas, Felipe Brandão, apesar de os números ainda estarem longe dos que eram registrados no período pré-crise, só o fato de parar de piorar e começar a melhorar já é um bom sinal.

Aliás, o que contribuiu para esse cenário um pouco mais positivo, segundo ele, foi o aumento da circulação das pessoas, graças à flexibilização das medidas de distanciamento social.

“O isolamento mais restrito levou a demandas de consumo reprimidas. A partir do momento que os estabelecimentos voltaram a ser abertos, as pessoas passaram a circular mais, também consumiram mais produtos e serviços. Assim, elas precisaram investir em combustível, por exemplo, em roupas, entre outros itens”, salienta.

Além disso, a pesquisa também mostra que em agosto 19% dos empresários passaram a investir nas vendas de itens favorecidos pela pandemia, como uma maneira de expandir o faturamento. Em julho, eram 10%.

Conforme explica Brandão, esses produtos favorecidos pela pandemia são aqueles mais voltados às necessidades nos lares, como alimentação, material de construção e eletrodomésticos.

“Como as pessoas começaram a passar mais tempo em casa, elas passaram a melhorar a vida útil do lar e o dia a dia, adquirindo micro-ondas, máquina de lavar louças, celulares e computadores para aulas on-line, por exemplo”, afirma. 

Trabalho – A pesquisa do Sebrae Minas também revela que as demissões nos pequenos negócios foram um pouco menores em agosto (10%) do que em julho (11%). As contratações, por sua vez, permaneceram estáveis. No mês passado, 9% das pessoas que foram entrevistadas disseram que contrataram funcionários com carteira assinada.

Entretanto, quando o assunto é a redução da jornada de trabalho, a adoção dessa alternativa foi maior em agosto (24%) na comparação com julho (20%). A suspensão do contrato de trabalho reduziu de 36% para 29%. 

Gargalos – Conforme destaca o gerente de inteligência empresarial do Sebrae Minas, Felipe Brandão, a tendência daqui para a frente é que haja a manutenção do crescimento dos números das micro e pequenas empresas. Porém, com dificuldades pelo caminho.

Um dos gargalos é a redução do auxílio emergencial, de R$ 600 para R$ 300. “Menos rendimento das famílias significa menos potencial de consumo”, afirma ele, lembrando que o auxílio emergencial impactou bastante o consumo do comércio. Embora parte do dinheiro tenha sido destinada para pagar dívidas, a outra foi para adquirir bens, frisa.

Além disso, o acesso ao crédito ainda continua difícil, mesmo com as medidas de desburocratização, segundo Brandão. O emprego também não deve voltar ainda aos patamares de antes da crise. “Vai haver um número maior de pessoas na informalidade ou de microempreendedores individuais”, afirma.

Impactos da pandemia nos empreendimentos

– 75% dos empresários registram queda do faturamento

– 33% dos que conseguiram aumentar o faturamento investiram nas vendas on-line

– 19% passaram a vender produtos/serviços favorecidos pela pandemia

– 37% não demitiram em julho

Fonte: Sebrae – 7ª pesquisa O impacto da pandemia do coronavírus nos pequenos negócios (27 e 31/08/20).

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