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Economia

Planejamento é fundamental para eficiência

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Crédito: Divulgação

A pandemia da Covid-19, que chegou em março do ano passado ao Brasil e agora se agrava em Minas Gerais e no País, gerou uma série de reflexos na saúde, na economia e também nas empresas.

Um desses reflexos diz respeito à diminuição de produtos para comercialização, por conta da paralisação das atividades, outro, ao aumento de demanda em resposta aos primeiros sinais de melhora. Diante dessa combinação de fatores, houve aumento dos preços e até desabastecimento de alguns insumos

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E então, empresários de diversos segmentos se viram diante de um novo dilema: como deve ser o planejamento de estoque em vistas de se evitar o desabastecimento ou reservas desnecessárias? A pergunta é complexa e especialistas consultados pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO avaliam que a questão deve ser vista com cautela.

Gerente de economia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Daniela Britto, destaca que no setor industrial há diferentes tipos de estoques – que podem ir de farinha a máquinas e equipamentos, por exemplo – e que não dá para tratar o assunto de forma generalizada.

“A decisão em relação ao estoque passa por uma análise de finanças, projeções de demanda de cada negócio e setor, considerando para quem vendem, o acesso aos insumos e quais são os tipos de insumos”, diz ela.

Daniela Britto salienta que o estoque é custo para a empresa e que muitas mercadorias, que às vezes são compradas até por meio de financiamentos, podem ser perdidas caso não haja demanda.

“É importante as indústrias observarem, paulatinamente, as perspectivas de demanda, como vai ficar o mercado de trabalho, o auxílio emergencial, o andamento da pandemia. A partir destes cenários, elas podem calibrar a necessidade de estocar matérias-primas para produção, dependendo também da disponibilidade de caixa”, explica.

Economista-chefe da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG), Guilherme Almeida, também salienta a importância de um bom planejamento de estoque, independentemente do cenário.

“É preciso adotar o planejamento de estoque, porque por meio dele será detectado quais itens têm mais saída e quais sofrem mais com a sazonalidade, por exemplo”, diz Almeida, ressaltando que, assim, é possível minimizar impactos, mesmo em momentos incertos e incomuns, como o atual.

O economista-chefe da Fecomércio MG alerta que, na falta de produtos, o empresário poderá ter prejuízos financeiros, uma vez que não conseguirá atender a demanda. Além disso, também sofrerá com impactos na própria imagem do negócio.

Membro do Conselho Empresarial de Micro e Pequena Empresa da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Izabel Mendes, ressalta que, em alguns momentos, recuar é importante, mas também é relevante não se anular. Ela acredita que os empresários podem comprar menos, mas manter um estoque. “Se não mantiver, o negócio pode estar fadado a não existir mais”, diz.

Além disso, ela destaca que é importante que se mantenha o movimento do estoque, embora muitas vezes não seja possível que isso ocorra na mesma proporção de antes da pandemia. “A única maneira de pagar conta é gerando receita”, ressalta, lembrando que é importante uma mudança de mentalidade até para se pensar em novos modelos de negócios.

Planejamento de estoque para não ter excesso

Se, por um lado, a ausência ou redução muito grande de estoque pode resultar em prejuízos, por outro, o contrário também pode não ser nada bom. Guilherme Almeida, da Fecomércio MG, afirma que o excesso de produtos também gera riscos.

“Produto sem saída é um recurso parado. Muitas vezes, os empresários acabam fazendo liquidações muito agressivas para lidar com isso, o que pode comprometer o fluxo de caixa. É preciso encontrar um equilíbrio, avaliar o histórico, a sazonalidade de vendas e de preços”, sugere.

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