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Setor automotivo enfrenta falta de insumos e componentes em MG

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O fornecimento na Fiat Chrysler em Betim tem instabilidade de volumes e prazos | Crédito: Leo Lara

Assim como outros setores nacionais, a indústria automotiva mineira também está enfrentando problemas com o abastecimento de matérias-primas. O desequilíbrio entre oferta e demanda é mais um dos impactos causados pela pandemia do novo coronavírus e tem levado não apenas as montadoras, mas também os fabricantes de autopeças a adequar produções, seja por meio das chamadas micro paradas ou por trocas nas linhas de produção.

De toda maneira, o resultado é uma combinação de perda de produtividade e aumento dos custos. Na última semana, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) chegou a alertar  para o risco de paralisação de fábricas de veículos em todo o País.

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Procurada, a Fiat Chrysler Automóveis (FCA), com planta em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), confirmou os impactos na produção. Por meio de nota, a montadora disse que o fornecimento de alguns itens críticos de insumos e componentes tem apresentado instabilidade de volumes e prazos nos últimos dias.

“Estas ocorrências têm exigido que a empresa reduza em algumas ocasiões pontuais o ritmo das linhas de montagem a fim de compatibilizar os fluxos de suprimentos e de produção. A FCA tem intensificado o diálogo com seus fornecedores, buscando estabilidade e previsibilidade nas entregas”, declarou.

O diretor regional de Minas Gerais do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Fábio Sacioto, por sua vez, ressaltou que, além dos impactos quando da chegada da doença ao País, a retomada repentina da demanda também afetou o fluxo do parque industrial.

“Primeiro tivemos uma parada total que, dependendo da empresa, chegou a três meses. Isso já gerou elevação de custos e estoques. Depois, o aumento da demanda, que alguns não conseguiram acompanhar, e agora culmina na falta de componentes e matérias-primas, sejam elas nacionais ou importadas”, explicou.

Para amenizar os impactos, tanto as autopeças quanto as próprias montadoras têm adotado micro paradas e trocas nas linhas de produção (as chamadas setups), como forma a dar continuidade ao ritmo fabril. “Não é falta de capacidade produtiva, porque a indústria de veículos já chegou a produzir 3 milhões de veículos. E em novembro foi fabricado o mesmo volume de igual mês do ano passado. Ou seja, estamos falando de falta de insumos”, completou.

Conforme o diretor, de acordo com contratos firmados com os fornecedores, a situação deverá se normalizar entre janeiro e fevereiro do ano que vem. Apesar disso, existe o receio do setor de os preços não acompanharem a acomodação que já tem sido vista no mercado e até mesmo na cotação do dólar.

Segundo ele, os preços dos insumos aumentaram entre 20% e 30% desde o início da pandemia, seja em função do desequilíbrio entre oferta e demanda ou pela cotação internacional das commodities. Os itens que mais preocupam são: resinas de plástico, aço, alumínio e ferro gusa.

Desempenho – Sobre o desempenho do setor, Sacioto contou que, no acumulado do ano, as empresas de autopeças do País amargam perdas de 28% e deverão encerrar 2020 com queda na ordem de 30% frente ao ano anterior. Em Minas, a situação é menos pior, e o setor deverá fechar o ano com baixa de 18%.

“As montadoras do Estado acabaram reagindo um pouco mais rápido, talvez até pelo perfil de produtos ou lançamentos. Com isso, ganharam market share e beneficiaram toda a cadeia, o que evidencia ainda mais a importância de manter e estimular o setor industrial, de maneira que os setores dependam cada vez menos de produtos e matérias-primas importadas”, alertou.

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