Economia

Preços dos pães variam até 233% entre padarias de Belo Horizonte, aponta pesquisa

Pesquisa aponta ampla diferença entre padarias da capital mineira, apesar da estabilidade dos preços médios no primeiro semestre
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Preços dos pães variam até 233% entre padarias de Belo Horizonte, aponta pesquisa
Foto: Reprodução Adobe Stock

Os preços dos principais produtos vendidos nas padarias de Belo Horizonte têm variações de até 233% entre os estabelecimentos, segundo levantamento realizado pelo site Mercado Mineiro. Apesar da diferença expressiva entre os valores cobrados, a pesquisa mostra que os preços médios permaneceram praticamente estáveis ao longo do primeiro semestre de 2026.

O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 3 de julho em 31 padarias da capital mineira e avaliou panificados, produtos industrializados e itens comercializados no balcão. Na comparação entre janeiro e julho deste ano, a maior parte dos produtos registrou reajustes discretos ou até redução nos preços médios.

O maior destaque entre os panificados foi o pão doce vendido por quilo, encontrado entre R$ 16 e R$ 53,40, uma diferença de 233,75% entre o menor e o maior preço. Em seguida aparece o pão sovado, com variação de 171,07%, custando de R$ 19,70 a R$ 53,40. Já o pão de forma Seven Boys apresentou diferença de 111,51%, com preços entre R$ 7,99 e R$ 16,90. O tradicional pão francês também registrou ampla oscilação, podendo ser encontrado de R$ 16 a R$ 30,95, uma variação de 93,44%.

Entre os produtos vendidos para consumo imediato, o pão de queijo lidera as diferenças de preços, com variação de 130%, sendo comercializado entre R$ 3 e R$ 6,90. O cafezinho e o café com leite apresentam diferença de 100% entre os estabelecimentos, enquanto o pão com manteiga varia 52% e o pingado, 50%.

Preços seguem estáveis em 2026

Apesar das diferenças entre as padarias, a evolução dos preços médios indica um cenário de estabilidade ao longo deste ano. O preço médio do pão francês passou de R$ 22,35 em janeiro para R$ 22,58 em julho, alta de 1,02%. O pão doce variou apenas 0,26% no período, enquanto o pão sovado registrou aumento de 0,56%. Os maiores reajustes ficaram com os pães de forma industrializados, que avançaram 4,57% da marca Seven Boys e 4,51% da Wickbold.

Entre os demais produtos pesquisados, a manteiga Itambé teve aumento de 3,33%, enquanto a margarina Qualy permaneceu praticamente estável, com alta de 0,47%. Já os leites apresentaram redução de preços no período: o Itambé caiu 6,93% e o Cotochés recuou 3%. Nos itens vendidos no balcão, as oscilações também foram pequenas, com estabilidade nos preços do pão de queijo, café com leite, pão com manteiga e pingado.

O administrador do site Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, explica que as diferenças entre os preços praticados pelas padarias estão relacionadas, principalmente, à localização dos estabelecimentos e aos ingredientes utilizados na produção. Segundo ele, embora os custos de insumos como trigo, leite e açúcar tenham pressionado o setor, os estabelecimentos conseguiram segurar os reajustes ao consumidor durante boa parte do primeiro semestre.

Abreu afirma que esse movimento beneficia os consumidores, mas alerta que as empresas também precisam preservar a sustentabilidade financeira. “Quando você tem aumento de insumos, existe uma tendência natural de repassar esses custos. Quando esse repasse demora muito, o prejuízo acaba ficando com o empresário”, observa.

Ainda, Abreu demonstra preocupação com o avanço da concentração do varejo alimentar. Segundo ele, o fortalecimento de grandes redes de supermercados reduz a concorrência e dificulta a sobrevivência de padarias de bairro, açougues e sacolões. “A concorrência é saudável e faz bem para o consumidor. Quando ela diminui, o mercado tende a ficar mais concentrado e isso pode pesar nos preços no futuro”, destaca.

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