Produção industrial em Minas registra queda

Atividade do setor apresentou queda de 0,1% em junho na comparação com o mês anterior, aponta o IBGE
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Produção industrial em Minas registra queda
Dados do IBGE apontam que produção de papel e celulose em Minas caiu 51,3% em junho | Crédito: Divulgação/Cenibra

A produção industrial mineira continua oscilando mês a mês e em junho caiu 0,1% em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. A redução nacional foi de 0,4%. Com o resultado, Minas Gerais acumulou decréscimo de 2,5% no acumulado do primeiro semestre de 2022 – redução acima da média brasileira (-2,2%).

Dez locais, dentre os quinze pesquisados em todo o País, apuraram redução. Mato Grosso (-2,8%), Rio de Janeiro (-2,4%) e Espírito Santo (-2,3%) assinalaram as maiores baixas, enquanto Pará (9,8%) apontou a expansão mais elevada neste mês.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e revelam ainda baixa de 3,8% no parque fabril do Estado em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Neste tipo de comparação, o Brasil registrou queda de -0,5%.

Minas apurou o segundo pior resultado na comparação mensal em relação aos demais estados pesquisados. O desempenho foi influenciado, especialmente, pela queda na produção da indústria de veículos, reboques e carroceria e da indústria de celulose, papel e produtos do papel.

No acumulado dos últimos 12 meses, Minas se manteve estável (0%), embora registre perda de dinamismo desde o segundo semestre de 2021. A indústria nacional, por sua vez, teve queda de -2,8%.

Desempenho dos setores na pesquisa industrial

Do recuo de 3,8% apresentado pela indústria mineira em geral no sexto mês deste exercício, a indústria extrativa respondeu por uma baixa de 0,5% e a de transformação de 4,5%. Das 13 atividades avaliadas em relação a junho de 2021, oito apresentaram queda.

Segundo a Pesquisa Industrial, os principais recuos foram observados na fabricação de celulose, papel e outros produtos de papel (51,3%), produtos têxteis (-30,6%), produtos de outros produtos químicos (-23%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-18,6%), produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (16,7%), entre outros.

As altas foram registradas apenas na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (12,3%), produtos do fumo (12,1%), metalurgia (1,2%), produtos alimentícios (0,7%) e bebidas (0,2%).

Com isso, na primeira metade do ano, período em que a produção industrial mineira apurou redução de 2,5% sobre o exercício anterior, os maiores impactos negativos vieram de: fabricação de produtos têxteis (-25,3%), produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-22,4%) e outros produtos químicos (-12,4%).

Entre os desempenhos positivos, a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (7,5%), metalurgia (5%) e produtos do fumo (4,9%).

Por fim, nos 12 meses, período em que a indústria mineira como um todo ficou estável, a fabricação de outros produtos químicos apurou queda de 18,8% e a de máquinas e equipamentos avançou 13,3%.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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