Economia

Brasil terá representante da Receita na China para cooperação fiscal e combate ao crime

O posto será ocupado pela atual subsecretária de Fiscalização, Andrea Costa Chaves
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Brasil terá representante da Receita na China para cooperação fiscal e combate ao crime
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Brasil abrirá o cargo de adido da Receita Federal na China com o objetivo de criar um ambiente de cooperação fiscal, dar apoio a investidores em assuntos relacionados a tributos e atuar ao lado do país asiático no combate ao crime organizado. O posto será ocupado pela atual subsecretária de Fiscalização, Andrea Costa Chaves, que ficará na Embaixada do Brasil em Pequim.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, responsável pela abertura do cargo e pela escolha da servidora, Chaves deverá estabelecer contato com autoridades chinesas e auxiliar empresas brasileiras em relação ao funcionamento da aduana chinesa, à exportação e ao pagamento de tributos, por exemplo.

Outro eixo importante da atuação da adida será o combate ao crime organizado, uma vez que a Receita Federal também é responsável pela aduana brasileira e poderá atuar em parceria com os chineses.

“A gente tem uma agenda de sucesso com os Estados Unidos nessa parceria entre aduanas norte-americana e brasileira, que tem identificado remessas ilegais de arma e drogas sintéticas dos Estados Unidos para o Brasil. Então aqui também nós vamos oferecer para a China a possibilidade de o que tem de risco do ponto de vista de crime organizado”, disse o ministro durante passagem por Pequim nesta sexta-feira (26).

Em abril, Durigan anunciou uma parceria entre a Receita e a agência protetora da fronteira dos EUA para o combate ao crime transnacional. A iniciativa foi anunciada pelo governo como uma forma de cooperação em inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armamentos e drogas.

Questionado se a Fazenda havia identificado risco de remessas ilegais nas trocas entre China e Brasil, Durigan afirmou que “é preciso cuidar para que dentro dessa movimentação internacional o Brasil não sirva como porta de saída ou porta de entrada para drogas, armas”.

“Acho que a Andrea estando aqui, nós vamos ter uma frente de trabalho bem forte contra o crime organizado também”, declarou.

A China é hoje o principal parceiro comercial do Brasil, o que levou o chefe da pasta a considerar necessária e estratégica a presença de um adido da Receita Federal em território chinês. A chegada de Chaves marcará o início da primeira adidância brasileira na Ásia. Hoje, o país conta com adidos tributários e aduaneiros na Argentina, no Paraguai, no Uruguai e nos EUA.

Conteúdo distribuído por Folhapress

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