Reforma tributária pode favorecer atração de investimentos em 249 municípios de MG

Governo de Minas aposta na manutenção dos incentivos fiscais da Sudene e no mapeamento de oportunidades para atrair empresas a partir de 2027

A manutenção dos incentivos fiscais da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) após a reforma tributária poderá ampliar o potencial de atração de investimentos dos municípios mineiros abrangidos pelo órgão a partir de 2027.

A avaliação é da secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa, que destacou a regionalização e o mapeamento de oportunidades como instrumentos para impulsionar o desenvolvimento econômico de Minas Gerais nos próximos anos.

“Minas Gerais tem 249 municípios dentro da região da Sudene. E esta região será uma grande estratégia de Minas Gerais por causa da reforma tributária, já que os benefícios da Sudene permanecerão no pós-reforma”, afirmou a secretária durante a terceira reunião com a equipe de transição de governo, realizada nesta quarta-feira (28), na Cidade Administrativa.

Segundo Mila Corrêa, a manutenção dos incentivos pode transformar a região em um dos principais polos de atração de empresas de Minas Gerais. “A região da Sudene é capaz, hoje, de ser a grande âncora para Minas Gerais na atração desses investimentos”, afirmou.

Para aproveitar esse potencial, o governo estadual desenvolveu um projeto de regionalização que reúne informações sobre infraestrutura, disponibilidade de energia, logística e escoamento da produção, além de iniciativas de diferentes órgãos públicos. O objetivo é oferecer aos gestores uma visão integrada das condições de cada território, facilitando a identificação de áreas para a instalação de empresas e o planejamento do desenvolvimento regional.

A plataforma reúne projetos e dados de instituições como o Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e a Invest Minas, entre outros órgãos.

“Agregamos todos os projetos do Estado nessa plataforma para que o gestor possa olhar o território regionalizado pela lógica do desenvolvimento econômico, entendendo o que temos de infraestrutura, de energia e de escoamento da produção para pensar a atração de investimentos”, explicou.

Outra ferramenta destacada pela secretária é o Minas Maps, da Invest Minas. A plataforma reúne informações sobre imóveis públicos e privados disponíveis no Estado, além de dados que ajudam as empresas a avaliar possíveis locais de instalação, como a oferta de mão de obra qualificada e as condições de infraestrutura rodoviária, ferroviária e energética.

Ela também ressaltou a importância da participação das prefeituras e do setor produtivo na atualização das informações, especialmente no cadastramento de imóveis com potencial para receber novos empreendimentos: “Quando uma empresa vem para Minas Gerais, é ali [na plataforma] que ela busca informações”.

Segundo Mila Corrêa, o projeto de regionalização ainda precisa passar por etapas de implementação e deverá ter continuidade em 2027. A expectativa é integrar as informações territoriais às ferramentas de prospecção de áreas, facilitando a identificação de oportunidades e ampliando a competitividade dos municípios mineiros na atração de novos investimentos.

Sobre o autor

Juliana Sodré

Repórter do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela PUC Minas, com especialização em Imagens e Culturas Midiáticas pela UFMG.