Rigor na fiscalização será maior

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É esperado que a tragédia com a barragem de rejeitos da Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), que rompeu na última sexta-feira (25), resulte não somente em mudanças na legislação ambiental, mas também no rigor da fiscalização e, principalmente, nos modelos e tecnologias adotados pelas mineradoras em todo o País.

Para o membro do Conselho da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) regional Minas Gerais, Marcelo Luiz Veneroso, ainda é cedo para falar sobre os impactos do ocorrido no setor de bens de capital. Mas, segundo ele, num primeiro momento, espera-se uma retração de investimentos na atividade mineraria da região, principalmente no Complexo de Paraopeba, onde está situada a mina.

Já no médio e longo prazos, segundo ele, é possível que as consequências cheguem às outras mineradoras e às indústrias de máquinas e equipamentos. “Havendo, de fato, mudanças na legislação, no rigor de fiscalização e, nos modelos e tecnologias adotados pelas companhias, poderá haver a necessidade de investimentos em máquinas tecnologias, visando a maior segurança das barragens de contenção de rejeitos”, comentou.

Neste sentido, o presidente-executivo da Abimaq nacional, José Velloso, frisou que não dá para saber os impactos, principalmente, levando em consideração que, segundo a companhia, a lama que vazou da barragem atingiu as instalações da usina, o terminal de carregamento, as oficinas de manutenção e os prédios administrativos da mineradora.

As demais minas e plantas de processamento do Complexo de Paraopeba não foram atingidas pela onda de rejeitos. No entanto, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) determinou a suspensão imediata de todas as atividades da mineradora no local, ressalvadas as ações emergenciais.

“No caso da mineradora Samarco, por exemplo, que teve a barragem de Fundão, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (região Central do Estado), rompida em 2015, as atividades não foram retomadas até agora. O Complexo de Paraopeba é muito maior, mas não é hora de pensar nisso”, alertou.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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