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Os preços dos alimentos subiram acima da média e pesaram no índice medido pelo IBGE | Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Daniel Vilela

Os alimentos e bebidas, mais uma vez, lideram a lista de grupos responsáveis pelo aumento do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem a prévia da inflação oficial do País em novembro. Entre as 11 áreas analisadas, a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) apresentou o segundo maior resultado mensal, ficando atrás somente da área de Goiânia.

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O aumento do índice na RMBH ficou em 1,01%. Goiânia, que apresentou a maior variação positiva mensal de preços no País, registrou um índice de 1,26%. Em todo o Brasil, a alta de preços foi de 0,81%. No acumulado dos últimos 12 meses, a RMBH contabiliza um aumento do IPCA-15 de 4,61%. No Brasil, a elevação chegou a 4,22%.

Na RMBH, nove grupos apresentaram variações positivas. Entre eles, o grupo de alimentação e bebidas lidera com 2,47% de aumento. Em seguida, surgem artigos de residência (1,63%), transportes (1,43%), vestuário (1,38%), habitação (0,28%), despesas pessoais (0,25%), educação (0,10%), comunicação (0,10%), e saúde e cuidados pessoais (0,06%).

O resultado apresentado pelo grupo de alimentos e bebidas foi impulsionado principalmente pelo aumento nos preços da batata-inglesa, que foi de 47,14%. O tomate sofreu acréscimo de 41,79% nos preços, e o óleo de soja teve uma variação positiva de 15,36%. O arroz, que acumula aumento de cerca de 100% desde o início do ano na RMBH, apresentou variação de 6,21%.

Já no grupo de transportes, o aumento do preço da gasolina trouxe outra variação positiva ao IPCA-15. O combustível subiu 2,80% em novembro frente a outubro. No grupo de vestuário, as roupas aumentaram em 1,92%. Em habitação, a maior variação ficou por conta do aumento das taxas de água e esgoto, que foi de 1,33%.

No sentido contrário, no grupo de alimentos e bebidas, o preço do leite longa vida caiu 7,54%. De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, essa foi a única variação negativa de preços entre os meses de outubro e novembro.

Consumidor já espera taxa maior

Rio de Janeiro – Os consumidores brasileiros dizem acreditar que a inflação ficará em 4,8% nos próximos 12 meses, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), realizada neste mês. A taxa é superior à expectativa de 4,7% da pesquisa de outubro e o maior valor desde abril (5,1%).

A expectativa mediana de inflação é feita com base em entrevistas com consumidores brasileiros, que respondem à seguinte pergunta: “na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?”

“Vale ressaltar que o valor observado em novembro ainda é menor do que janeiro (5%), o que sugere certa ancoragem das expectativas, apesar dos choques de alguns itens importantes observados durante o ano, como os alimentos. Para o final de 2020 e 2021, é possível que a mediana se aproxime cada vez mais dos 5,0%, já que não há perspectivas de choques favoráveis, principalmente sobre os preços de alguns itens com peso significativo na cesta de consumo das famílias”, disse a economista da FGV Renata de Mello Franco.

A inflação oficial, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrava, no mês de outubro, taxa acumulada de 3,92% em 12 meses. (ABr)

Índice médio no País avançou 0,81%

Rio de Janeiro – A prévia da inflação oficial do País teve alta de 0,81% em novembro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou 0,13 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de outubro, de 0,94%.

De acordo com o IBGE, essa foi a maior variação para um mês de novembro desde 2015, quando o IPCA-15 ficou em 0,85%. No ano, o índice acumula elevação de 3,13% e, nos últimos 12 meses, de 4,22%. No mesmo período imediatamente anterior estava em 3,52%. Em novembro de 2019, a taxa alcançou 0,14%.

O grupo alimentação e bebidas (2,16%) foi o que teve maior influência no índice no mês (0,44 p.p.) e acumula alta de 12,12% no ano.

Os destaques foram os preços dos alimentos para consumo em domicílio, que avançaram 2,69% influenciados pela alta de itens importantes no consumo das famílias, como as carnes (4,89%), o arroz (8,29%) e a batata-inglesa, que passou de -4,39% em outubro para 33,37% em novembro. Houve aumento também no preço do tomate (19,89%) e do óleo de soja (14,85%). Entre as quedas, a principal foi a do leite longa vida (-3,81%).

A alimentação fora de casa também contribuiu para o IPCA-15 de novembro e passou de 0,54% em outubro para 0,87% em novembro, a alta do item lanche (1,92%) contribuiu para o resultado. Já a refeição variou (0,49%), menos que a alta de outubro (0,93%).

Outro impacto forte (0,20 p.p) foi o do grupo de transportes (1%), influenciado pela elevação da gasolina (1,17%), item de maior peso do IPCA-15. Os preços de outros combustíveis também tiveram alta na passagem de outubro para novembro, como o etanol (4,02%), o óleo diesel (0,53%) e o gás veicular (0,55%). O item automóvel novo foi outra contribuição importante no grupo com a alta de 1,07%.

Em movimento contrário, o aumento nas passagens aéreas (3,46%) em novembro mostrou desaceleração frente a outubro (39,90%). As passagens dos ônibus interestaduais (-0,52%) e dos ônibus intermunicipais (-0,40%) foram destaques de quedas no grupo de Transportes.

As maiores contribuições em artigos de residência (1,40%) partiram dos itens mobiliário (2,40%) e eletrodomésticos e equipamentos (2,23%). Já os preços os aparelhos de ar-condicionado tiveram alta de 11,23%.

Habitação – A variação positiva das taxas de água e esgoto (0,33%), que refletem os reajustes tarifários de 3,04% na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), de 1,33%, em vigor desde 1º de novembro, e de 5,88% em uma das concessionárias de Porto Alegre (1,69%), desde 1º de outubro contribuíram para o resultado do grupo Habitação (0,34%).

O resultado do item energia elétrica (-0,04%) teve impacto de dois reajustes e uma redução tarifária. “Em Brasília (-0,01%), com redução de 0,63% a partir de 22 de outubro; Goiânia (0,79%), com reajuste de 2,57% a partir de 22 de outubro; e São Paulo (-0,39%), com reajuste de 3,87% em uma das concessionárias pesquisadas, vigente desde 23 de outubro”, informou o IBGE.

A prévia mostrou ainda que em São Paulo, apesar do reajuste tarifário, houve redução na alíquota do Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) em uma das concessionárias pesquisadas. Isso fez o resultado ficar negativo.

As altas se espalharam pelo país e todas as regiões pesquisadas apresentaram elevação. O menor resultado foi anotado na Região Metropolitana de Recife (0,31%), especialmente por causa da queda nos preços da gasolina (-1,37%). O maior foi em Goiânia (1,26%). Lá a alta de 3,25% na gasolina foi a principal responsável.

Os preços para o cálculo do IPCA-15 foram coletados no período de 14 de outubro a 12 de novembro de 2020 (referência) e comparados com os vigentes de 12 de setembro a 13 de outubro de 2020 (base).

“O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica”, acrescentou o IBGE. (ABr)

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