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Coronavírus Economia exclusivo

Secretário de Saúde defende programa, mas não descarta “recuo” se necessário

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Crédito: Marcus Ferreira

Médico formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em 1992, neurocirurgião e neuroradiologista intervencionista, médico da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) desde 1994, Carlos Eduardo Amaral Pereira da Silva comanda os esforços do combate ao novo coronavírus (Covid-19) no Estado.

Em entrevista exclusiva ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais falou sobre os números da pandemia no Estado, os investimentos da Pasta na preparação da estrutura médico-hospitalar, bem como os próximos passos na contenção do vírus, em meio ao processo de retomada das atividades econômicas nas cidades mineiras.

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Sob o ponto de vista epidemiológico, este é o momento ideal para flexibilizar as medidas de distanciamento social em Minas Gerais?

Trata-se de um processo de coordenação dos municípios que estão retomando as atividades, pois mais de 50% deles já aderiram a algum tipo de flexibilização. A partir da evolução da curva no Estado, acreditamos que este seja o momento de orientarmos os prefeitos. Uma doença viral só é contida pela imunização, que pode ocorrer pelo contágio ou pela vacina. Como ainda não temos o remédio preventivo, as pessoas precisarão se contaminar, e com alto nível de isolamento social, levaríamos cerca de dois anos para isso acontecer. Nem a população nem a economia suportariam esse período. Por isso, o programa “Minas Consciente” vai acelerar esse processo, mas fazer com que ele ocorra sem maiores prejuízos. Mas, se percebermos qualquer aumento desordenado no número de casos confirmados ou óbitos, não hesitaremos em recuar.

Quais são os números do novo coronavírus (Covid-19) em Minas Gerais?

Temos 1.308 casos confirmados, 85 óbitos em investigação, 51 confirmados e 326 descartados. Ao todo, são 77 mil casos notificados. O Estado tem dimensões e diversidades continentais e as dificuldades e preocupações são ainda maiores. Mas o comportamento da curva está sendo muito bom e pretendemos mantê-lo assim. Para isso, temos pontos de atenção no número de leitos e hospitais, na disponibilidade de equipamentos médico-hospitalares e EPIs.

Qual a capacidade de atendimento do Estado?

Os dados de utilização global – entre a rede pública e a privada – depende da atualização das prefeituras. Os mais recentes dão conta de uma ocupação de 52% dos leitos de terapia intensiva (UTIs), com 1.100 unidades vagas, e 56% dos leitos clínicos, com 5 mil unidades clínicas disponíveis. Ao todo, temos em Minas 11.622 leitos para internação de pessoas que tenham uma manifestação clínica de baixa complexidade, 2.100 leitos já operantes de terapia intensiva e outros 50 na rede Fhemig prontos para operar. Nosso objetivo é ampliar cada vez mais estes números e termos em torno de mais mil leitos de terapia intensiva na rede pública de Minas Gerais.

E quanto ao volume de exames?

A orientação do Ministério da Saúde é priorizar testes em pessoas internadas em estado grave ou que tenham restrição da liberdade. Baseados nisso, temos uma média de 700 testagens por dia, em um processo coordenado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Agora a UFMG e o Hemominas também estão fazendo exames e alguns laboratórios já estão preparados para uma necessidade maior. A capacidade diária total é de 4 mil testes.

Qual a estimativa de gastos da Pasta para o controle da pandemia?

Prevemos investimentos em frentes como compra de equipamentos, exames, ventiladores mecânicos, diárias de leitos, estruturação de hospitais, etc, da ordem de R$ 400 milhões. Este valor inclui, por exemplo, o hospital de campanha que está sendo construído no centro de convenções Expominas, em Belo Horizonte, orçado em R$ 35 milhões. Há ainda os R$ 500 milhões disponibilizados pela Vale e cerca de R$ 200 milhões que foram transferidos para as prefeituras e prestadores de serviços em todo o Estado.

 

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