Semana Internacional do Café projeta R$ 200 milhões em negócios e abre celebrações dos 300 anos da bebida no Brasil

Feira em Belo Horizonte reúne produtores e compradores internacionais e abre as celebrações dos 300 anos do café no Brasil.

A 14ª edição da Semana Internacional do Café (SIC), que será realizada entre 11 e 13 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte, deverá movimentar mais de R$ 200 milhões em negócios e impulsionar o setor cafeeiro nacional. O evento espera receber mais de 27 mil visitantes e reunir mais de 200 expositores. Neste ano, a feira também dará início às celebrações dos 300 anos da introdução do café no Brasil, marco que será comemorado em 2027.

Segundo o sócio da Espresso&CO, Caio Alonso Fontes, a feira ocorre em um momento estratégico para o mercado cafeeiro, marcado por uma das maiores safras da história. Além de iniciar as comemorações dos 300 anos do café no País, o evento busca reforçar o protagonismo brasileiro na produção e na construção de uma agenda global para o setor.

“A SIC dá o pontapé inicial para as celebrações dos 300 anos do café no Brasil, que serão completados em 2027. O evento traz debates e conhecimentos relacionados ao legado construído pelo País ao longo desse período, especialmente nas áreas de produção e tecnologia, além de contribuir para a construção de uma agenda global”, observa.

A internacionalização será um dos principais pilares desta edição, que contará com representantes da Organização Internacional do Café (OIC) e da Plataforma Global do Café, que celebrará seus dez anos durante o evento. A SIC também promoverá debates sobre os desafios climáticos e regulatórios enfrentados pelo setor cafeeiro mundial, reunindo produtores da África, da América Central, do Peru e do Brasil para discutir questões comuns e possíveis soluções.

“É muito importante construir uma agenda cada vez mais conectada e global, na qual o Brasil exerça um papel de liderança não apenas pela produção e pelo consumo de café, mas também pelos avanços conquistados ao longo dos últimos 300 anos, como a tecnologia, o conhecimento e a pungência do nosso ecossistema. Queremos compartilhar essas experiências com produtores de outros países e reforçar o protagonismo brasileiro, mostrando os aspectos positivos e a estrutura da nossa produção”, afirma Alonso.

A SIC também deverá impulsionar o comércio direto. Durante a feira, mais de 30 compradores internacionais estarão presentes para estabelecer contatos com pequenos, médios e grandes produtores. O interesse vai além do café verde e inclui produtos industrializados e de maior valor agregado.

“Além do café verde, esses compradores também estão de olho nos cafés já industrializados e com valor agregado, algo que o Brasil tem como objetivo”, explica.

Para os produtores rurais, a programação inclui o Fórum da Cafeicultura Sustentável, voltado à gestão “da porteira para dentro”, além de painéis sobre o acesso a mercados internacionais, como China, Japão, Índia e Singapura, e a um hub em Dubai. A SIC também promoverá um summit dedicado a iniciativas lideradas por mulheres, em sintonia com o Ano Internacional da Mulher Agricultora, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

“Conhecimento, acesso ao mercado e geração de negócios estão no DNA da SIC. Para os produtores, o evento oferece diversas iniciativas, como essas e tantas outras, para que possam se desenvolver, acessar novos mercados e expandir os negócios de suas fazendas”, conclui Alonso.

Sobre o autor

Michelle Valverde

Repórter do Diário do Comércio desde 2009. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva.