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Setor de serviços acumula queda no ano em MG

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Restaurantes, que integram setor, ficaram fechados por muito tempo, o que trouxe muitos prejuízos à área | Crédito: Divulgação

Ao contrário de outros segmentos da economia e do avanço verificado em setembro, o setor de serviços em Minas Gerais ainda não se recuperou do baque causado pela pandemia da Covid-19. No nono mês do ano, a área apresentou um crescimento de 1,2% na comparação com agosto, na série com ajuste sazonal.

Entretanto, o setor de serviços registrou queda em setembro em relação ao mesmo mês do ano passado (-2,4%), no acumulado de janeiro a setembro na comparação com igual período de 2019 (-7,9%) e na variação acumulada nos últimos 12 meses (-5,8%). Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Conforme destaca a supervisora de pesquisa econômica da entidade, Claudia Pinelli, o setor de serviços depende muito da demanda da indústria, do comércio e das famílias. Além disso, lembra, vários estabelecimentos da área, como os restaurantes e cinemas, ficaram por muito tempo fechados por conta das medidas de isolamento social, adotadas como forma de ajudar a combater a disseminação da Covid-19.

Nesse cenário, entretanto, mesmo com a reabertura de uma série de lugares, os serviços prestados por eles, muitas vezes, não são gastos prioritários para diversas pessoas. “Muitas estão passando por restrições orçamentárias neste momento”, salienta a supervisora do IBGE.

Diante de todo o quadro que se tem atualmente, a recuperação do setor, diz Claudia Pinelli, vai depender de alguns fatores, já que o cenário atual ainda é bastante incerto. “O ambiente é de muita incerteza e ainda existem preocupações com uma segunda onda da Covid-19”, destaca ela.

Serviços às famílias – Ainda no que diz respeito ao setor de serviços, os dados do IBGE também revelam que os serviços prestados às famílias têm sido os mais impactados em diversas bases de comparação.

Para se ter uma ideia, em setembro, na comparação com igual período do ano passado, eles registraram queda de 33,6%. No acumulado do ano, de janeiro a setembro, o recuo chegou a 35,3% e a 25,4% na variação acumulada de 12 meses.

Os serviços de informação e comunicação apresentaram queda de 0,5% na variação mensal, de 5,8% no acumulado do ano e de 5% no acumulado de 12 meses. Já as retrações em transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio foram, respectivamente, de 1,8%, 10,4% e 8,5%.

A categoria outros serviços, por sua vez, apresentou queda no acumulado do ano (-1,8%) e no acumulado de 12 meses (-0,3%), mas crescimento quando se compara setembro deste ano com o mesmo período de 2019 (2,3%).

A única área que apresentou crescimento em todas as bases de comparação foi a de serviços profissionais, administrativos e complementares. Em setembro em relação ao nono mês de 2019, o incremento foi de 5%. Na variação acumulada do ano, o crescimento foi de 2%, e na variação acumulada de 12 meses o avanço foi de 3,4%.

Vendas do comércio no Estado sobem 0,5% em setembro

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também divulgou dados acerca do comércio de Minas Gerais. De acordo com informações da entidade, o setor apresentou um aumento de 0,5% nas vendas em setembro na comparação com agosto, na série com ajuste sazonal.

Além disso, os números também são positivos em relação ao mesmo mês do ano passado (12,6%), no acumulado do ano de janeiro a setembro (2,1%) e no acumulado de 12 meses (2,3%).

De acordo com Claudia Pinelli, as variações positivas, inclusive quando os números são comparados a iguais períodos de 2019, podem guardar relação com pelo menos dois fatores.

Um deles tem a ver com a demanda reprimida, uma vez que diversos estabelecimentos ficaram fechados por um período devido às medidas de distanciamento social diante da pandemia da Covid-19. Além disso, o auxílio emergencial, medida do governo federal para as pessoas com baixa ou nenhuma renda, também tem contribuído com um cenário mais positivo para o segmento.

“O comércio ainda tem um fato a favor: estão chegando as festas de fim de ano, o que é um impulso a mais para a atividade”, destaca Claudia Pinelli.

Ainda segundo os dados do IBGE em relação ao setor do comércio, quando se compara setembro deste ano com o mesmo período de 2019, nove das 11 atividades de abrangência da pesquisa apresentaram avanços.

Segmentos – O crescimento de maior destaque nessa base de comparação foi o verificado na categoria outros artigos de uso pessoal e doméstico (52,2%). Avanços expressivos foram registrados também em móveis (41%), eletrodomésticos (23,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosmético (18%).

Do lado das quedas ficaram livros, jornais, revistas e papelaria (-31,1%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-11,6%).

Já no que diz respeito ao comércio varejista ampliado, na mesma base de comparação, houve crescimento tanto do setor de material de construção (22,2%) quanto do setor de veículos, motocicletas, partes e peças (1%).

País registra quarto mês consecutivo de alta

São Paulo/Rio de Janeiro – O volume do setor de serviços brasileiro cresceu em setembro pelo quarto mês seguido, mas ainda encontra dificuldades para recuperar as perdas acumuladas no ápice da pandemia de coronavírus.

No mês, o volume apresentou avanço de 1,8% na comparação com agosto, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado do setor, que tem importante peso sobre o Produto Interno Bruto do País, ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 1,1%.

Na comparação com setembro do ano anterior, houve recuo de 7,2% no volume de vendas, sétima taxa negativa seguida nessa base de comparação, contra expectativa de queda de 8,1%.

O volume de serviços apresentou perdas de 19,8% de fevereiro a maio devido principalmente às medidas de contenção da Covid-19 e vem agora buscando se recuperar conforme as restrições são levantadas.

Ainda assim, os ganhos acumulados entre junho e setembro chegam apenas a 13,4%, e o volume de serviços ainda está 18,3% abaixo do recorde histórico, de novembro de 2014, e 8,0% abaixo de fevereiro de 2020.

Além disso, o setor que depende amplamente do contato presencial acumula contração no ano de 8,8%, tendo terminado o terceiro trimestre com alta de 8,6% sobre os três meses anteriores, após contrações de 15,5% e 2,9%, respectivamente nos segundo e primeiro trimestres.

“A dificuldade maior dos serviços em reagir se deve ao caráter presencial da prestação de serviços: hospedagem, turismo, bares, restaurantes e outros”, explicou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. (Reuters)

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