Aos poucos, os serviços em Minas Gerais vão se recuperando diante da reabertura gradual da economia em meio à pandemia da Covid-19 | Crédito: Sergio Moraes/Reuters

O setor de serviços em Minas Gerais continua se recuperando mês a mês dos impactos causados pela pandemia de Covid-19 e em agosto apresentou mais um avanço, neste caso, de 5,8% frente a julho de 2020, na série com ajuste sazonal. No mesmo tipo de comparação, a média brasileira subiu 2,9%.

De acordo com a economista do IBGE Minas, Cláudia Pinelli, trata-se do terceiro aumento consecutivo no Estado, porém, ainda assim, os números não foram suficientes para compensar as perdas registradas de fevereiro a maio, causadas pelas medidas de distanciamento social em combate ao novo coronavírus.

Segundo ela, na comparação com igual mês do ano anterior, Minas Gerais apresentou recuo de 6,7%. Já a queda do volume de serviços no Brasil chegou a -10% e foi ocasionada por 26 das 27 Unidades da Federação. “Na comparação com igual mês do ano passado, percebemos as perdas causadas à economia. Alguns setores seguem fortemente afetados, enquanto, por outro lado, algumas atividades já começam a se recuperar”, explicou.

Os resultados por atividades em Minas Gerais frente a agosto de 2019 apontaram variações negativas do volume de serviços em três das cinco atividades investigadas: serviços prestados às famílias (-38,4%), serviço de informação e comunicação (-8,7%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (-4,5%).

Já os resultados positivos foram verificados nas atividades de serviços profissionais, administrativos e complementares (1%) e outros serviços (10,3%).

“Os serviços prestados às famílias ainda seguem impactados, o que pode ser atribuído ao isolamento social e à restrição de funcionamento das atividades, bem como à menor renda das famílias. De toda maneira, neste mês, já observamos quedas menores que no mês anterior”, ressaltou.

Acumulado – Quando considerado o acumulado dos oito primeiros meses de 2020 em relação a igual período de 2019, a queda do volume de serviços em Minas Gerais chegou a -8,7%. No Brasil foi de -9% e ocorreu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 26 das 27 Unidades da Federação também mostraram retração na receita real de serviços.

Na divisão por setores, as retrações no volume de serviços ocorreram em quatro das cinco atividades: serviços prestados às famílias (-35,5%), serviço de informação e comunicação (-6,5%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (-11,5%) e outros serviços (-2,3%).

Apenas a atividade de serviços profissionais, administrativos e complementares (1,6%) apresentou incremento no comparativo entre os primeiros oito meses de cada exercício.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, frente a igual período do ano anterior, observou-se variação negativa (-5,7%) em Minas e de 5,3% do volume de serviços no Brasil, sendo que 25 das 27 Unidades da Federação também mostraram retração na receita real de serviços.

Sobre os próximos meses, Cláudia Pinelli alertou que é necessário aguardar, dadas as incertezas acerca da evolução da pandemia no País e, consequentemente, na economia. “O fechamento do exercício ainda depende de muitos fatores. Se o ritmo continuar como o atual, certamente, encerraremos 2020 com queda no setor”, afirmou.