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Siderúrgicas descartam risco de escassez de aço

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A produção nacional de aço bruto subiu de 2,711 milhões de toneladas em janeiro para 2,784 milhões em outubro | Crédito: Divulgação

O ano de 2021 será de crescimento do mercado do aço, conforme destacaram na sexta-feira (27) executivos do Instituto Aço Brasil (IABr). Para o ano que vem, de acordo com a entidade, está previsto um crescimento das vendas internas de 5,3% na comparação com 2020, e de 5,8% no consumo aparente, sendo de 6% para os aços planos e de 5,5% para os longos. Durante coletiva de imprensa para o compartilhamento dos números, também foi descartada a possibilidade de desabastecimento do produto.

Em um balanço deste ano que está praticamente no fim e que viveu desafios históricos, como a pandemia da Covid-19, o presidente do conselho diretor do Instituto Aço Brasil, Marcos Faraco, ressaltou que o setor, após o primeiro impacto da crise sanitária, conseguiu reverter o cenário que se instalou inicialmente e até mesmo alcançar números mais positivos do que antes.

Se a produção de aço bruto, mostrou ele, foi de 2,711 milhões de toneladas em janeiro, o volume cresceu para 2,784 milhões de toneladas em outubro. Já as vendas internas de laminados saltaram de 1,509 milhão de toneladas no primeiro mês do ano para 1,894 milhão no décimo mês de 2020.

“Nós voltamos a um quadro de produção e de abastecimento superior ao que nós vimos no início do ano”, salientou. Nesse cenário, a utilização da capacidade instalada atingiu os 68,4% em novembro.

Além disso, o segmento tem priorizado o mercado interno, conforme afirmaram os executivos do IABr. Segundo os dados da entidade, quando se compara o mês de outubro deste ano com o mesmo período de 2019, a queda nas comercializações de laminados para o mercado externo foi de 46,6%. Em relação ao décimo mês de 2018, o recuo chega a 54,2%.

“Muito foi falado que as exportações estavam levando o produto e que isso estava desabastecendo o mercado interno. Nós estamos mostrando que as exportações se mantiveram em patamares mínimos, declinantes. Nós privilegiamos ao longo de todo esse período o abastecimento do mercado interno”, afirmou Faraco.

Confiança – Diante das boas projeções, a confiança dos empresários do setor, como consequência, também atingiu números representativos. O Índice de Confiança da Indústria do Aço (Icia) chegou aos 83 pontos, puxado, sobretudo, pelas perspectivas para os próximos seis meses.

Em relação à capacidade do segmento e às suas potencialidades, o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, mostrou dados que revelam que o consumo per capita de produtos siderúrgicos no Brasil ainda é bem inferior ao de diversos outros países, somando 99,4 quilos por habitante no ano passado e previsão de 97,7 quilos por habitante em 2020.

Para se ter uma ideia, na China, no ano passado, foram 632,9 quilos por habitante. Em contrapartida, em 1980, o país asiático tinha 32 quilos por habitante contra 100,6 no Brasil, o que evidencia, afirmou Lopes, que o Brasil vem caminhando de lado ao longo dos anos.

“É a visão com um diagnóstico de que não se caminhou, mas de outro lado abre uma perspectiva monumental daquilo que se pode crescer, daquilo que se tem de possibilidade, de perspectiva”, disse o presidente do IABr.

Entretanto, há entraves no mercado internacional, conforme destacado durante a coletiva de imprensa, com excesso de capacidade de produção mundial e aumento das medidas protecionistas para o aço.

A situação pode mudar de alguma forma com a eleição do democrata Joe Biden para a presidência dos Estados Unidos, por meio de negociações em relação ao protecionismo do aço. Para Lopes, os maiores responsáveis pelo protecionismo ao produto foram os republicanos.

A entidade também defendeu que falta competitividade para o País. Para recuperá-la, segundo Lopes, são necessárias algumas medidas, como o ressarcimento ainda que parcial do resíduo tributário por meio do Reintegra.

Setor melhora as perspectivas para este ano

São Paulo – A indústria produtora de aço do Brasil voltou a melhorar suas perspectivas para este ano. O setor agora espera que as vendas de aço no País cresçam 0,5% em 2020 frente ao ano anterior, chegando a 18,9 milhões de toneladas. Para 2021, a projeção é de 19,9 milhões em 2021, informou o Instituto Aço Brasil (IABr) a jornalistas. Em setembro, a expectativa era de alta de 3,1% nas vendas neste ano.

No auge dos impactos das medidas de isolamento social, em abril, o setor siderúrgico chegou a esperar que as vendas de aço no Brasil este ano despencassem 19%. Mas com a flexibilização da quarentena em vários estados e o retorno da atividade econômica, a entidade foi melhorando as expectativas ao longo do ano.

Embora alguns setores da economia, como construção civil e segmentos de máquinas e equipamentos venham reportando problemas no abastecimento de aço no mercado interno, executivos do Instituto Aço Brasil afirmaram que o fornecimento está caminhando para a normalidade e que não existe risco de faltar o insumo no país.

De acordo com o presidente-executivo do Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, o setor trabalha atualmente com um índice de ocupação de sua capacidade instalada de 68,4%, abaixo dos 80% que a indústria siderúrgica considera ideal. Em outubro, o indicador estava em 64,9%, depois de atingir 42% em abril. A capacidade total de produção do setor siderúrgico é de 51 milhões de toneladas por ano.

Lopes voltou a afirmar que o país enfrentou um esgotamento dos estoques durante a pandemia e, quando a atividade econômica voltou a crescer, o consumo interno de aço foi exacerbado pela necessidade de reposição desses estoques, situação que, segundo ele, “está caminhando para a normalidade”.

Parte das críticas recebidas pelo setor envolveu também seguidos reajustes nos preços do aço no mercado interno, algo que no acumulado do ano chegou a cerca de 40% de incremento em alguns tipos de ligas, segundo informam fabricantes de máquinas. O mais recente aumento, em novembro, foi de cerca de 10%.

Bolsonaro – Em encontro na sexta-feira (27), representantes da indústria de fabricação de aço garantiram ao presidente Jair Bolsonaro que não há risco de desabastecimento do produto no mercado interno brasileiro. Nas últimas semanas, circularam informações de que os estoques estariam baixos e de que poderia haver falta de aço, usado principalmente na construção civil, produção de máquinas e equipamentos e na indústria automotiva.

“O que nós mostramos ao presidente e aos ministros é que essas informações não procedem, porque, desde julho, a indústria brasileira está entregando mais no mercado interno do que entregava no início do ano, em janeiro, quando não existia qualquer tipo de reclamação”, afirmou o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes. Também participaram do encontro os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Braga Netto. (Reuters/ABr)

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