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Usiminas Mecânica pode dispensar 700 metalúrgicos, afirma sindicato

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A possibilidade de encerramento das atividades da Usiminas Mecânica em Ipatinga é cogitada | Crédito: Wiliam de Paula

São grandes os rumores quanto ao encerramento das atividades da Usiminas Mecânica – divisão de bens de capital da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas), em Ipatinga no Vale do Aço.

A situação de cerca de 700 trabalhadores está sendo discutida entre a companhia e o Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga e Região (Sindipa), por intermédio do Ministério Público do Trabalho, e a judicialização do processo não está descartada.

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As informações são do presidente do Sindipa, Geraldo Magela. Segundo ele, em reunião realizada na última semana, a empresa confirmou que demitirá, até setembro, cerca de 700 trabalhadores, de um total de 740, ou seja, quase o total do seu quadro de colaboradores.

A siderúrgica, por sua vez, disse, por meio de nota, que retomou o diálogo com os sindicatos para construir, em conjunto e de forma transparente, a adequação da fábrica de Ipatinga ao cenário atual.

A empresa argumentou que vem acumulando um histórico de perdas em função da contínua retração da economia e que a situação foi agravada pela ausência de novos contratos e pelos impactos da crise econômica imposta pelo novo coronavírus (Covid-19).

“A companhia manterá todos os seus públicos informados de acordo com o avanço das negociações, que visam reduzir ao máximo o impacto para as pessoas e garantir a sustentabilidade da Usiminas Mecânica”, informou.

Conforme o presidente do Sindipa, a diretoria da empresa procurou o sindicato em maio para fazer um acordo emergencial, propondo a aplicação das Medidas Provisórias 927 e 936, que tratam sobre as medidas trabalhistas para enfrentamento à pandemia.

Segundo ele, a empresa queria aplicar também lay-off por cinco meses e a concordância do sindicato para demitir os trabalhadores. Foi então que a entidade fez uma contraproposta em vistas de “melhorar a Medida Provisória 936 em acordo”.

Mas, de acordo com o presidente, os representantes da empresa não deram retorno e uma reunião foi convocada via Ministério Público do Trabalho. “Não vamos entregar os empregos. Eles alegam que não vão encerrar as atividades. Mas vão manter as operações com apenas 40 funcionários? Ao que nos parece, vão recontratar os profissionais depois que o pior passar, por rendimentos inferiores”, denunciou.

Fontes ligadas à companhia afirmam que a intenção da Usiminas Mecânica seria manter um quadro com pelo menos 350 trabalhadores.

Mobilização – Segundo o dirigente, para reverter o quadro, o sindicato tentará novas negociações e a mobilização dos funcionários. De acordo com Magela, recorrer à Justiça, aos moldes do que ocorreu na unidade de Cubatão, cujo processo já se encontra em terceira instância, também poderá entrar nos planos.

O processo da planta do interior de São Paulo cabe recurso, porém, os 960 postos de trabalho que, de acordo com a entidade sindical, seriam cortados pela empresa, seguem preservados.

“Não é de hoje que a Usiminas e outras empresas usam deste tipo de artifício. O diálogo é sempre o melhor caminho e é isso que vamos tentar”, ponderou.

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