Usiminas investirá R$ 1 bilhão na reforma do alto-forno 3

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Usiminas investirá R$ 1 bilhão na reforma do alto-forno 3
A Usiminas contabilizou um crescimento de 163% no lucro líquido no ano passado, que alcançou R$ 829 milhões - Foto: Usiminas/Divulgação

Prevista para ocorrer entre 2021 e 2022, tamanha será a reforma do alto-forno 3, o de maior capacidade produtiva da planta industrial de Ipatinga, no Vale do Aço, da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas), que vai consumir aportes da ordem de R$ 1 bilhão. E a companhia já iniciou algumas etapas do processo de manutenção, que inclui compra dos equipamentos que serão substituídos e placas para substituir o gusa e o aço na produção, enquanto o alto-forno estiver desativado.

A informação é do presidente da Usiminas, Sergio Leite. Segundo ele, trata-se de uma operação normal de manutenção em uma usina siderúrgica. Mas, diante da magnitude do projeto e da capacidade do equipamento, o aporte é vultoso e serão necessários de 100 a 110 dias de paralisação das atividades.

“Já estamos trabalhado neste projeto e a data prevista para a manutenção é entre 2021 e 2022. Vamos ter praticamente a construção de novo alto-forno, com novas estruturas, refratários, que permitirá uma sobrevida de pelo menos mais 20 anos para o equipamento”, explicou.

Atualmente, a planta industrial de Ipatinga conta com 3 altos-fornos. Os equipamentos 1 e 2, juntos, produzem cerca de 4 mil toneladas de ferro-gusa por dia. Já o alto-forno 3 possui capacidade de produzir cerca de 7 mil toneladas de ferro-gusa diariamente.

No início do ano passado, a companhia reformou o alto-forno 1 da unidade sob investimentos de R$ 80 milhões. Na época, a reativação do equipamento levou a empresa à fabricação em plena carga. Antes, porém, a estrutura havia ficado parada por 34 meses, em virtude da crise vivida pelo setor no mercado internacional a partir de 2015 e o cenário recessivo brasileiro, quando tanto a siderurgia brasileira quanto a Usiminas viveram os maiores desafios de suas histórias, devido à queda na demanda por aços planos.

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Parada programada – No final de 2018, a companhia realizou uma parada programada no alto-forno 3 para manutenção e substituição de staves. Este procedimento é adotado de tempos em tempos para realizar reparos no interior do equipamento para manutenção da segurança operacional e dos níveis de produção.

Ainda no exercício passado, uma fonte da área siderúrgica que pediu para não ser identificada, alertou para a necessidade de uma intervenção maior na estrutura, como a troca dos refratários do equipamento, pois as últimas manutenções ocorreram em 1999. “A vida útil de um alto-forno não pode passar de 20 anos. E o que diz muito sobre sua manutenção ou troca é não somente sua utilização, mas o material refratário e até o tipo do minério que é transformado”, explicou, na época, dizendo que obra deste porte custaria mais alguns milhões de reais para a empresa.

Ainda conforme a fonte, pelo tamanho da operação e custo, a reforma teria que ser muito bem articulada, discutida e preparada não somente pela diretoria da empresa, mas também pelo Conselho de Administração e até mesmo pelos acionistas.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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