Usina Corvina, em Pirapora, ocupa uma área de 11 hectares e tem capacidade de 6 MWp | Crédito: Vander Rodrigues - EMGD

A Empresa Mineira de Geração Distribuída (EMGD) vai investir R$ 500 milhões em, pelo menos, mais 35 usinas fotovoltaicas no Estado. Ao todo, 22 cidades da região Norte serão contempladas. As expectativas são de que sejam gerados mais de 1.500 empregos durante a construção e quase 200 vagas permanentes posteriormente.

A organização trabalha com o modelo de compensação energética. Com esse tipo de atuação, os clientes alugam lotes na fazenda solar da marca e obtêm redução de valores na conta de luz. Os descontos variam de 10% a 18%, dependendo se o negócio é industrial ou comercial.

De acordo com o diretor controller da EMGD, André Sallum, a entrega total das 35 usinas se dará até o primeiro semestre de 2024. No entanto, diz, 50% já devem entrar em operação no ano que vem.

O investimento na região Norte, afirma ele, oferece uma série de benefícios para todos os envolvidos. As áreas da região, explica, têm um índice solarimétrico muito alto, as terras são planas, abundantes e mais fáceis de negociar, oferecendo um bom custo-benefício.

Além disso, os investimentos também são importantes para os municípios, lembra ele, pois geram empregos e renda e fomentam a economia das cidades.

“Somos uma empresa mineira de geração distribuída não só no nome, já que 100% dos nossos investimentos estão localizados no Estado”, pontua ele.

Sustentabilidade – Para Sallum, a energia renovável é um “caminho sem volta” e o Brasil vem se tornando cada vez mais forte nesse sentido.

“Já se fala em energia renovável há muito tempo. O Brasil, agora, está correndo atrás. Países europeus, asiáticos e Estados Unidos estão à frente em relação a esse tipo de investimento”, diz ele.

Sallum afirma que o que travou os investimentos brasileiros por um tempo nesse setor foram os altos custos, que caíram com o tempo e a evolução tecnológica. Assim, a energia solar e eólica, por exemplo, se tornaram uma fonte viável atualmente.

E a tendência é que o consumo desse tipo de energia aumente cada vez mais, defende Sallum. Ele destaca que a pandemia do Covid-19, por exemplo, mostrou às pessoas que é preciso respeitar mais o ambiente onde elas estão inseridas.

“Já há vários países que anunciaram pacotes de estímulos voltados para esse tipo de energia. No Brasil, muitas empresas têm buscado, de uma maneira ou outra, serem mais renováveis”, avalia ele. “É um caminho sem volta. A matriz energética do Brasil é predominantemente hídrica. No entanto, tanto a energia eólica quanto a solar vão crescer muito e se tornarão ainda mais relevantes em breve”, diz Sallum.

Por enquanto, o serviço da EMGD abrange somente pessoas jurídicas. Porém, a empresa também prevê o atendimento a pessoas físicas posteriormente. A expectativa é de que, até o fim da expansão, a marca tenha contribuído para a diminuição da conta de luz de, pelo menos, 10 mil clientes de Minas Gerais.

Pirapora – A Usina Fotovoltaica (UFV) Corvina, localizada em Pirapora, é a primeira da EMGD. Atualmente, de acordo com a empresa, apenas se aguarda os trâmites de conexão com a Cemig, que devem ocorrer no início deste mês, para que haja a iniciação.

A UFV Corvina ocupa uma área de 11 hectares e conta com uma potência de 6 megawatts-pico (MWp). Só nela, o investimento inicial foi de cerca de R$ 25 milhões. São, ao todo, 15 mil placas fotovoltaicas, com capacidade para fornecer aproximadamente 925 mil quilowatts-hora mensais. Essa quantidade tem potencial para atender 600 empresários que venham a alugar a cota mínima.