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As aglomerações e a falta de máscaras levaram a PBH a rever a autorização para a venda de bebidas nos bares | CRÉDITO: ALISSON J. SILVA

Daniel Vilela

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) emitiu um decreto na sexta-feira (04), proibindo a comercialização e consumo de bebidas alcoólicas em estabelecimentos comerciais da Capital. Segundo o Executivo municipal, a medida foi tomada para conter o avanço das infecções pela Covid-19. Em um período marcado por confraternizações e feriados, comerciantes dizem que negócios irão à falência se a decisão for mantida.

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Segundo o Decreto 17.484, que entra em vigor na segunda-feira (7), restaurantes, bares, lanchonetes, cantinas e quaisquer outros serviços de alimentação estão proibidos de comercializar bebidas alcoólicas no local, independentemente do dia e horário de funcionamento. Além disso, os estabelecimentos também não poderão permitir o consumo de bebidas alcoólicas, mesmo que tenham sido compradas em outro local.

Por meio de nota, o secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado, classificou a decisão como intermediária, prévia a um fechamento total do comércio. “Houve um debate intenso junto ao Comitê de Enfrentamento à Covid-19 no intuito de ampliar o rigor no distanciamento social, considerando o relaxamento das pessoas percebido em bares, restaurantes e shows, mas ainda assim permitindo o funcionamento parcial dos estabelecimentos”.

Segundo a PBH, a taxa de transmissão atual, acima de 1,00, indica expansão da pandemia de Covid-19 no município. “Como consequência direta do aumento da transmissibilidade, a taxa de ocupação de leitos de UTI destinados aos casos de Covid-19 aumentou mais de 50% no último mês. Já os leitos de enfermaria destinados aos casos de Covid-19 aumentaram sua ocupação em mais de 90% no último mês”, detalhou por meio de nota.

“Maldade” – O presidente da Associação de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG), Matheus Daniel, classificou a decisão da PBH como “maldade”. “Eles não pensam nos milhares de empregos, nas pessoas que teremos que demitir”, protestou. Daniel lembra que vários donos de estabelecimentos já haviam feito compras de bebidas alcoólicas antecipando o período de maior movimento. “Esta decisão arbitrária, tomada de forma repentina e sem preocupação com o setor, irá quebrar milhares de empreendimentos”, complementou.

A Abrasel afirmou ainda que os bares e restaurantes da Capital não podem ser responsabilizados pelo crescimento da taxa de transmissão da doença. “Os bares estão abertos desde meados de agosto. Se fossem eles os responsáveis por um repique de casos, este teria acontecido já na segunda quinzena de setembro ou início de outubro, o que não se concretizou. A impressão que a PBH passa para a sociedade ao impedir a venda de bebidas alcoólicas é a de que o setor é o vilão responsável pelo aumento da Covid-19, o que não é verdade”, pontuou, em nota, o presidente da Associação.

Em vídeo compartilhado pelas redes sociais e direcionado ao prefeito Alexandre Kalil, Matheus Daniel relatou que recebeu uma ligação do diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick Lourenço de Lima, dizendo que o Serviço se prontificou a construir uma solução conjunta para o impasse que se formou após o decreto da PBH.

Por fim, o presidente afirmou que a Abrasel está avaliando possíveis medidas judiciais para contestar a decisão da Prefeitura. “Vamos também fazer uma manifestação pacífica, mas ainda não temos data definida”, conta.

Sindbebidas – O Sindicato das Indústrias de Cerveja e de Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (Sindbebidas) também se mostrou contrário ao decreto da PBH.

O vice-presidente da entidade, Marco Falcone, afirma que os impactos que a pandemia da Covid-19 trouxe ao setor foram desastrosos. Segundo o empresário, nos três primeiros meses, o segmento teve perda de quase 90% de faturamento. “Com a recente reabertura das atividades, o setor iniciou uma recuperação. Com este decreto, os impactos serão muito sérios, principalmente no último mês do ano, que sinalizava um cenário positivo para os negócios”, disse por meio de nota.

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