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Vendas de veículos usados avançam 26,4% no Estado em julho

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Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

Em Minas Gerais, as vendas de veículos usados vêm se recuperando gradualmente após forte queda provocada pelas primeiras medidas de isolamento para controle do Covid-19. Em julho, houve um crescimento significativo frente a junho. No sétimo mês do ano, foram vendidas, em Minas Gerais, 167.548 unidades, alta de 26,4% sobre o mês anterior.

Porém, no acumulado do ano, a comercialização ficou 21% menor do que no mesmo período de 2019. Os dados foram divulgados pela Federação Nacional das Associações de Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). A pesquisa mostrou que em relação a julho de 2019, quando foram vendidas 170.707 unidades, a queda foi de apenas 1,9%.

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A recuperação da comercialização vem ocorrendo de forma gradual. No primeiro semestre, a queda acumulada foi de 25% frente a igual período anterior. Com o fechamento de julho, a retração acumulada nos primeiros sete meses de 2020 caiu para 21%.

Ao todo, foram negociados 791.500 unidades ante 1 milhão de veículos vendidos entre janeiro e julho de 2019. Nas primeiras semanas da pandemia, quando o comércio teve as atividades suspensas, para evitar a disseminação do Covid-19, as vendas nas concessionárias mineiras chegaram a recuar 80%.

Dentre as categorias, em julho, a venda de seminovos, carros com até três anos de uso, diminuiu 5,6% frente a junho, com 20.039 unidades vendidas. Nos primeiros sete meses do ano, houve uma retração de 22,8% nas negociações, quando comparado com o mesmo período anterior. Ao todo, foram comercializadas 118.775 unidades. Já em relação a julho de 2019, foi verificada alta de 2,4%.

Os carros com idade entre nove e 12 anos apresentaram alta de 38,5% nas vendas em julho frente junho e elevação de 2,9% na comparação com julho do ano passado, somando 42.087 veículos. As vendas acumulam queda de 14,3% no fechamento dos sete primeiros meses de 2020, com 185.449 unidades comercializadas.

Na categoria de carros acima de 13 anos foram vendidos 59.497 automóveis, representando uma alta de 48% quando comparada com junho e de 8,8% frente a julho de 2019. A comercialização somou 243.257 unidades de janeiro a julho, recuo de 14,4%.

Já a comercialização de automóveis de quatro a oito anos aumentou 12,6% em julho frente a junho. Na comparação com julho de 2019 foi registrada queda de 17,3%, com a venda de 45.925 unidades. O resultado elevou para 29,9% a retração registrada no acumulado do ano até julho. Ao todo, já foram negociadas 244.019 unidades.

Em relação ao tipo de veículo comercializado, as vendas de automóveis apresentaram aumento 26,2% em julho frente a junho, com 92.500 unidades. O volume ficou 6,9% menor que o registrado no sétimo mês de 2019. No acumulado do ano, já foram negociados 450.764 unidades, 23% a menos.

Comerciais – Na categoria de comerciais leves foi registrado venda de 19.737 unidades, volume 25,9%maior quando comparado com junho e 0,7% superior a julho de 2019. No ano, já foram vendidos 91.554 exemplares, 19,3% a menos.

No mercado de comerciais pesados, as vendas avançaram 19,9% em relação a junho e 8,9% na comparação com julho de 2019, somando 5.186 unidades. No ano, as vendas foram 16,2% menores, totalizando 23.347 unidades.

Já as vendas de motos cresceram 28,7% em julho frente ao mês anterior e 7,3% na comparação com igual período de 2019. Foram 47.792 unidades comercializadas. No acumulado do ano até julho, foram negociadas 214.325 motos, queda de 17,9%.

Produção nacional das montadoras recua 36%

Brasília – A produção nacional de veículos caiu 36,2% em julho na comparação com o mesmo mês de 2019, ao passar de 267 mil unidades para 170,3 mil. Comparada à produção de junho, quando foram produzidos 98,4 mil, houve aumento de 73%. No acumulado do ano a produção  registrou queda de 48,3%, com 899,6 mil unidades ante  1.,741 milhão do mesmo período do ano anterior.

De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luis Carlos Moraes, que divulgou os dados na sexta-feira (7), a produção das montadoras, que estavam paradas devido à pandemia do Covid-19, foi retomada em julho e praticamente todas as fábricas voltaram a produzir, mesmo que em um ritmo diferente.

“No acumulado do ano a queda na produção foi significativa comparado com mesmo período de 2009 por conta da paralisação em março e abril e o retorno gradativo das fábricas em maio, junho e julho. Porém o ritmo está mais baixo por conta dos cuidados com a saúde. Muitas voltaram em um turno só e outras voltaram em dois, mas com menos pessoas na linha de produção”, disse Moraes.

Segundo a Anfavea, as vendas em julho chegaram a 174,5 mil veículos, um aumento de 31,4% na comparação com junho. Em relação a  julho de 2019 quando as vendas atingiram 243,6 mil unidades, houve queda de 28,4%. No acumulado do ano também houve queda (-36,6%) de 1.551,8 mil carros vendidos para 983,3 mil. “As vendas foram as piores desde julho de 2006, mas foram o melhor resultado desde o início da pandemia”, ressaltou Moraes.

As exportações de veículos montados cresceram 49,7% em julho frente a junho, ao atingir 29,1 mil unidades. Em relação a julho do ano passado, as vendas para o exterior caíram 30,8%% e no acumulado do ano a queda foi de 43,7%, já que foram comercializadas 149,7 mil ante 264,1 mil.

“Foi um mês bom, porque como as empresas ficaram paralisadas durante abril e maio parte desses embarques foram feitos em julho. Havia ainda um represamento de embarques de meses anteriores por conta da liberação de importação do governo argentino e isso foi regularizado parte em julho. O número baixo no acumulado do ano se deve ao fato de que os principais mercados também estão sofrendo pela crise causada pela pandemia”, explicou.

Emprego – De acordo com a entidade o emprego no setor sofreu variação negativa de 1,2% ao reduzir em julho o número de postos de trabalho de 124.001 (em junho) para 112.517. Na comparação com julho do ano passado a redução foi de 4,8%. “Já foram 3,5 mil demissões desde o início da pandemia.

Houve também casos de programa de demissão voluntária (PDV) e não renovação dos contratos com prazo determinado. A redução dos empregos na indústria automobilística só não é pior porque as empresas estão usando os mecanismos da Medida 936”, ponderou..

A Lei nº 14.020/2020, aprovada a partir da Medida Provisória 936, citada por Moraes, instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, como forma de diminuir os efeitos econômicos e sociais causados pela pandemia do novo coronavírus. Entre outras medidas, a lei permite a suspensão temporária do contrato de trabalho por até 60 dias e a redução proporcional de salários e da jornada dos trabalhadores pelo período de até 90 dias.

Segundo Moraes, o setor sempre defendeu a quantidade e qualidade dos empregados porque as pessoas são muito bem preparadas e treinadas em todas as áreas. “São pessoas trabalhando com novas tecnologias, mas a realidade que estamos enfrentando é um novo patamar de mercado e ajustes aconteceram esse mês e podem acontecer nos próximos meses”, alertou. (ABr)

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