Empresários estimam que o tíquete médio deve ficar em R$ 200 no Dia das Crianças | Crédito: Divulgação

O Dia das crianças deverá aquecer o comércio de Minas Gerais. Segunda melhor data de vendas do segundo semestres, atrás apenas do Natal, o período deve gerar um impacto positivo para 54,1% das empresas do comércio varejista do Estado.

Dentre os segmentos que serão mais impactados estão os voltados para a venda de brinquedos, jogos, vídeos, eletrônicos, vestuário, calçados, artigos esportivos e lazer. Mesmo com maior otimismo, as vendas devem ficar menores que o ano passado, reflexo da crise econômica provocada pela pandemia de Covid-19.

Os dados são da pesquisa, “Expectativas do Comércio Varejista – Dia das Crianças 2020”, feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG).

“Os empresários estão acreditando em uma melhora do cenário, ainda que a crise provocada pela pandemia possa interferir de forma negativa no desempenho das vendas frente ao ano passado. Eles estão com esperança de que as coisas irão melhorar. Este ano, um dos pontos que pode colaborar para as vendas é o pagamento do auxílio emergencial, feito pelo governo federal. Os empresários do comércio estão apostando na data, com estoques prontos para atender. Isso é importante para a retomada, que será lenta e gradual”, explicou a analista de pesquisa da Fecomércio-MG, Letícia Marrara.

Segundo os empresários que participaram da pesquisa da Fecomércio, o Dia das Crianças vai gerar um impacto positivo em 54,1% das empresas do comércio varejista. A melhora deve ocorre em diversos segmentos, com destaque para as empresas que atuam com o comércio de livros, jornais, revistas e papelaria, citado por 60% dos empresários, seguido por supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (59%) e tecidos, vestuários e calçados (57,8%).

Entre as empresas que são impactadas pela data, 43,8% acreditam que as vendas neste ano serão piores que as do ano passado. Entre os motivos para as vendas inferiores destacam-se a pandemia do novo coronavírus (71,9%), falta de dinheiro do consumidor, queda no movimento, inflação, comércio retraído (10,4%), a crise econômica e a falta de produtos (7,3%).

Já para 32% das empresas, o otimismo e a esperança (28,6%) e o auxílio emergencial disponibilizado pelo governo (18,6%) farão com que as vendas no período sejam superiores às do ano de 2019.

Para estimular as vendas e ampliar os resultados, os empresários mineiros devem apostar nas propagandas e promoções para atrair o consumidor. Segundo Letícia, a maioria dos empresários (57,2%) se prepararam e estão com os estoques formados para o Dia das Crianças.

Valor do presente – Em relação às expectativas para o momento da compra, 76,8% dos empresários apostam que os consumidores deverão deixar a aquisição dos presentes para a semana que antecede o Dia das Crianças. O tíquete médio deve ficar em torno de R$ 200, para 93,6% dos empresários entrevistados. A forma de pagamento mais utilizada será o cartão de crédito com parcelamento.

“Nesse momento, é importante, tanto para o consumidor como para o comerciante, que seja feito um planejamento. No caso do consumidor, ao parcelar as compras é necessário cuidados para não ficar inadimplente. O comerciante tem que avaliar bem as promoções, para garantir capital de giro, e a ações para atender o consumidor e efetuar as vendas”, disse Letícia.

A pesquisa avaliou 405 empresas cadastradas pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG e foi aplicada entre 14 e 24 de setembro.