Vendas líquidas da MRV batem recorde

Por outro lado, os lançamentos da construtora mineira recuaram 11,6% no segundo trimestre deste ano
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Vendas líquidas da MRV batem recorde
Os lançamentos do grupo MRV&CO apresentaram uma queda de 11,6% de abril a junho | Crédito: Leo Drumond/Nitro

O grupo mineiro MRV&CO – que engloba as empresas MRV, Urba, Luggo, Resia e Sensia – encerrou o segundo trimestre de 2022 com mais um recorde. A prévia operacional da companhia trouxe mais um volume histórico de vendas líquidas no período, totalizando R$ 2,6 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV). O volume representa aumento de 26% em relação aos mesmos meses do ano passado. No mesmo período, os lançamentos chegaram a R$ 2,1 bilhões mas caíram 11,6% sobre igual época de 2021.

Entre os destaques do trimestre, a geração de caixa do grupo MRV&CO em R$ 317 milhões; o aumento do ticket médio dos produtos do Programa Casa Verde e Amarela (CVA) – novo nome do Minha Casa Minha Vida – em 7,4%, frente ao trimestre anterior. Também o recorde de vendas em um trimestre da Resia (antiga AHS), totalizando R$ 1,02 bilhão (US$ 195 milhões), com margem bruta combinada de 37%. E a venda de dois empreendimentos da Luggo, dentro do acordo de investimentos firmado com a Brookfield, pelo valor total de R$ 141,5 milhões.

De acordo com o diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores da MRV, Ricardo Paixão, os números confirmam mais uma significativa evolução em todas as linhas de negócios da plataforma habitacional do grupo. Segundo ele, os resultados mostram a importância da diversificação de produtos, mercados de atuação e fontes de funding da companhia. A empresa encerrou o trimestre com 51,7% dos lançamentos e das vendas líquidas fora do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e 41,8% do land bank também.

“Quando analisamos especificamente os lançamentos de uma empresa que já foi 100% FGTS e atua hoje com diferentes fontes de financiamento, vemos que estamos no caminho para se cumprir a estratégia. Era uma meta da companhia equilibrar a origem do crédito imobiliário entre o FGTS e demais fontes, como o SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e investimentos individuais, por meio da Luggo”, avalia.

Vendas líquidas da MRV somaram R$ 2,6 bilhões no segundo trimestre, aumento de 26% | Crédito: Nitro Imagens / MRV

Geração de caixa MRV&CO

Sobre a geração de caixa, que somou R$ 317 milhões no segundo trimestre, destacam-se, mais uma vez, os números da Resia, cuja contribuição foi de R$ 309,1 milhões. A Luggo apareceu em seguida com R$ 127 milhões. MRV e Urba tiveram geração negativa. Conforme Paixão, o negócio continua crescendo mais do que as demais operações.

“Trata-se de um segmento muito demandado no mercado americano. A elevação do juro lá fora acaba forçando as pessoas migrarem para o aluguel e isso aumenta a demanda pelos produtos da Resia. Além disso, há muitos investidores buscando imóveis como proteção financeira diante do mercado incerto.

Quanto ao mercado nacional, o diretor ressalta o aumento do ticket médio dos produtos do Programa CVA. E lembra que a MRV Incorporação segue com foco no aumento de preços de vendas, como forma de compensar a pressão de custos observada nos últimos anos e que resultou na compressão das margens brutas reportadas pela companhia. O ticket médio das vendas destinadas ao programa registrou um aumento de R$ 12 mil entre o primeiro e o segundo trimestre, equivalentes a um aumento de 7,4% no período.

“As medidas que o governo tomou como forma de tornar o programa mais atrativo foram muito bem acertadas e nos deixam confiantes para o segundo semestre”, comenta. Paixão se refere à elevação das faixas de renda dos beneficiários do programa.

Por fim, sobre a atual conjuntura, o executivo diz que o setor vem sendo altamente impactado pela inflação – tanto ao consumidor final, prejudicando a renda, quanto ao setor com o aumento dos preços dos insumos. “Isso impactou muito o balanço das incorporadoras, que ficaram com as margens bastante apertadas. As mudanças que vemos agora podem ajudar nessa recuperação”, conclui.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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