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Economia

Volume de serviços recua 1,6% em MG com a segunda onda da Covid

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Crédito: Tomaz Silva/ABr

Em março, a segunda onda da pandemia de Covid-19, que resultou no estabelecimento de medidas ainda mais restritivas para conter o avanço, interrompeu a sequência de crescimento do setor de serviços em Minas Gerais.

No terceiro mês do ano, frente a fevereiro, o setor de serviços apresentou recuo de 1,6%, na série com ajuste sazonal. No Brasil também foi registrado um retrocesso, de 4%. Para abril, também é esperada queda nos resultados.

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Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Regionalmente, assim como em Minas Gerais, outras 13 das 27 unidades da Federação registraram queda no volume de serviços em março de 2021, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando a variação observada no Brasil. Entre os locais que apontaram taxas negativas nesse mês, destaque, em termos de peso regional, para São Paulo, com queda de 2,6%, seguido por Distrito Federal (6,1%), Santa Catarina (3,4%) e Rio de Janeiro (0,8%).

De acordo com a supervisora de pesquisas econômicas em Minas Gerais do IBGE, Claudia Pinelli, a queda no resultado de março, frente a fevereiro, já era esperada. A previsão também é de resultado negativo para abril.  

“Em Minas, a queda no setor, em março, coincide com o início das ações mais restritivas adotadas no Estado para conter a segunda onda da pandemia de Covid-19. Com o fechamento de diversas atividades, o setor de serviços foi muito prejudicado. Para Minas Gerais, o resultado foi muito ruim porque interrompeu a sequência de dois meses de resultados positivos que o setor vinha apresentando”, explicou.

Apesar da queda vista na comparação com fevereiro, no confronto com março de 2020, o volume de serviços foi positivo. De acordo com o IBGE o avanço em março de 2021 foi de 10,7%, em Minas Gerais. No Brasil, o avanço ficou em 4,5%. No mesmo período, o índice de receita nominal avançou 12,8% frente a março de 2020.

“O resultado mostra que no passado, com a implantação das primeiras medidas de restrição, o impacto foi muito mais forte. Isso porque as atividades não estavam muito preparadas. Este ano, as empresas se adaptaram e conseguiram minimizar, apesar de ainda terem sofrido perdas”. 

Cláudia explica ainda que os impactos negativos têm afetado mais os serviços prestados às famílias, que apresentou queda de 17,1% no volume em março, frente a igual mês do ano anterior. As atividades são as que mais enfrentam restrições, como os bares, restaurantes, hotéis, entre outros. 

 “O setor que depende das famílias, como bares, restaurantes, academias e hotéis sofreram muito os impactos das restrições, o que foi agravado com a queda da renda das famílias, aumento do emprego e por ainda trabalharem com restrições”, disse.

Ainda na comparação de março com igual mês de 2020, o volume de serviços também caiu no setor de informação e comunicação (1,6%). Foram registrados aumentos nos setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (19,1%), serviços profissionais, administrativos e complementares (8,9%) e outros serviços (69,6%).

Acumulado – No acumulado de janeiro a março de 2021, frente a igual período do ano anterior, Minas Gerais segue com alta de 6,3% no volume de serviços e de 7,6% no índice de receita nominal.

Porém, nos últimos 12 meses, Minas apresentou variação negativa de 4,2% em volume e de 3,4% de receita. Os resultados por atividades em Minas Gerais, nos últimos 12 meses, apontam variações positivas do volume de serviços em duas das cinco atividades investigadas: outros serviços (16,3%) e profissionais, administrativos e complementares (2,9%).

Por outro lado, as atividades prestadas às famílias tiveram queda de 37,5%, em serviços de informação e comunicação (4%) e transportes, serviços auxiliares ao transporte e correio de 4,1%.

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