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Zema rechaça pressão por reabertura precipitada

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Governo de Minas estima uma redução na arrecadação de R$ 7,5 bilhões para este ano | Crédito: Leo Drumond

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a se pronunciar acerca da possível reabertura de alguns setores da economia no Estado. Em um vídeo postado ontem nas redes sociais, ele ressaltou que não serão submetidos “à pressão de alguns grupos que querem uma reabertura, talvez muito antes da hora”. Ele frisou que, até o momento, não houve flexibilização do trabalho e que não serão tomadas medidas precipitadas.

O governador citou que o número de casos de Covid-19 no Estado será acompanhado hora a hora e que o retorno das atividades será considerado caso a curva mostre essa possibilidade. Além disso, a situação dos municípios será analisada caso a caso, sendo que, apesar das orientações do Estado, os prefeitos é quem decidirão o que fazer. “Mas nossa orientação no momento é de que mantenhamos as restrições”, afirmou. “Quem toma as melhores medidas é quem vai sair antes da crise”, disse.

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Embora ainda não estabeleça datas, em entrevista à Rede Minas, exibida ontem, Romeu Zema afirmou que as escolas estarão entre as últimas a retomarem as atividades e que é provável que fiquem o mês de abril todo sem aulas. Não se sabe, ao certo, se esse período será ou não esticado.

Arrecadação – Acerca das arrecadações do Estado, o governador afirmou, ainda em entrevista à Rede Minas, que as previsões são ruins, para não dizer catastróficas. Ele relatou que a principal contribuinte, a Refinaria Gabriel Passos, localizada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a partir desta semana, devido à queda no consumo de combustíveis, deverá reduzir a sua produção em cerca de 50%. Romeu Zema voltou a dizer que o Estado poderá deixar de arrecadar R$ 7,5 bilhões ao todo.

Mesmo diante de todos os desafios, o governador pediu paciência neste momento de sacrifício. “Ninguém vai ficar confinado eternamente. É uma situação transitória. Vamos sair dessa crise melhor do que entramos”, disse.

Estudo – Também ontem, em coletiva de imprensa virtual, o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, já havia dito que a primeira morte provocada pelo Covid-19 em Minas Gerais, confirmada ontem no boletim epidemiológico, não mudaria os pensamentos em relação ao estudo da reabertura de alguns setores econômicos no Estado. Contudo, ele lembrou que estudo é diferente de implementação e que a fase agora é de olhar para frente e tentar medir cenários.

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“Quando se fala sobre estudos de impacto em atividade econômica, nós temos que pensar agora para se chegar em algum momento nós sabermos o que fazer. Esses estudos fazem parte de qualquer gestão de crise. Isso não quer dizer absolutamente que vamos modificar a nossa conduta de hoje para amanhã”, disse.

De acordo com o secretário, os estudos visam saber os melhores caminhos e condutas, baseados na literatura e nas experiências internacionais, de forma que se possa ter alguma segurança ao longo do caminho.

Regionais – Durante a coletiva de imprensa realizada ontem, Carlos Eduardo Amaral também afirmou que será realizado um plano de contingência regionalizado. Está sendo feita a ativação do Centro de Operações de Emergência em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais em cada regional, o que vai aproximar o controle de emergência em saúde pública em cada cidade. O secretário destacou que a ação é importante no Estado, que tem grandes dimensões e áreas com mais ou menos acometimento da epidemia.

Carlos Eduardo Amaral também afirmou que o Estado espera, nesta semana, uma capacidade de realização de 1.800 testes para Covid-19 por dia. Até agora, em Minas Gerais, foram feitos 2.400 testes.

ALMG pode votar crédito de até R$ 237,6 mi

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) recebeu mensagem do governador Romeu Zema encaminhando à apreciação dos deputados o Projeto de Lei (PL) 1.750/20, que cria o Programa de Enfrentamento dos efeitos da pandemia internacional Covid-19 e autoriza a abertura de crédito especial no valor de até R$ 237,6 milhões ao Orçamento Fiscal do Estado, em favor de 11 unidades que especifica.

Deste montante, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) deverá contar com a maioria dos recursos, de até R$ 70,327 milhões, com as finalidades de apoiar na implantação de hospitais de campanha, promover a assistência médica e psicológica na prevenção, combate e tratamento da doença, suprir a PM na atividade de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública, entre outras.

Na sequência, vem a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (Sedese), com até R$ 64 milhões, para dois projetos criados pelo programa: “Ações assistenciais para idosos e população em situação de rua no enfrentamento à Covid-19” e “Auxílio emergencial temporário para famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família em decorrência do coronavírus”, devendo essas famílias terem em sua composição alunos da rede pública estadual que estejam matriculados no ensino fundamental e médio.

O programa contempla ainda ações como de proteção das pessoas privadas de liberdade, de incremento ao planejamento na área de diagnóstico e atendimento. O Fundo Estadual de Saúde (FES) será a unidade orçamentária responsável pelo programa e contará com recursos de até R$ 30 milhões para estruturar as estratégias de prevenção ao contágio e de enfrentamento da pandemia, considerando as especificidades regionais e integrando as várias ações. (Da Redação)

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