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Prefeitos do Norte de Minas defendem implantação de projeto da SAM

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O Projeto Bloco 8, da SAM, teve origem no antigo Projeto Vale do Rio Pardo, o qual era composto por uma área mineração e uma usina de tratamento de minério | Crédito: Divulgação

A previsão da geração de 6.200 novos postos de trabalho direto durante o pico da fase de implantação e mais 1.100 empregos durante a operação, faz com que prefeitos do Norte de Minas apoiem oficialmente a implantação do projeto Bloco 8, da Sul Americana de Metais (SAM), para extração e beneficiamento de minério de ferro na região.

Prefeitos de Fruta de Leite, Grão Mogol, Josenópolis, Padre Carvalho e Salinas, manifestaram em carta, assinada em fevereiro, apoio ao projeto. O texto também relata a preocupação dos gestores com a paralisação do licenciamento ambiental por meio de decisão judicial.

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O investimento atual previsto pela empresa Sul Americana de Metais (SAM) para o empreendimento é de R$ 7,9 bilhões, tornando viável a extração de minério de ferro de baixo teor (média de 20%) e a transformação do minério do Norte do Estado em um produto de alta qualidade. O tratamento do material a ser realizado no local viabilizaria o aumento de sua concentração de 20% para um teor de 66,5%.

De acordo com o prefeito de Grão Mogol, Hamilton Gonçalves Nascimento (PPS), o objetivo é levar desenvolvimento econômico e social para as cidades da região sem, porém, abrir mão da segurança das pessoas e do meio ambiente.

Em novembro de 2019, os prefeitos já haviam firmado com a empresa um protocolo de cooperação em que estão previstas várias ações para promoção do desenvolvimento regional, com geração de benefícios socioambientais, tais como a implantação de um centro cultural e de inovação tecnológica, mediação junto aos empreendedores chineses para instalação de negócios na região, promoção de intercâmbio acadêmico e profissional com a China, entre outros.

“Há mais de 10 anos, esse projeto está ‘capengando’ nos órgãos ambientais sem uma solução. Ele é importante para uma região carente como a nossa, gerando emprego e renda. Claro que não queremos que ele seja feito de qualquer maneira. Hoje existe tecnologia para garantir uma mineração segura e queremos que ela seja usada. Tenho responsabilidade com Grão Mogol e com todas as cidades que estão ao longo do rio Jequitinhonha”, afirma Nascimento.

Grão Mogol, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2019, tem pouco menos de 16 mil habitantes. A economia da cidade é bastante baseada sobre a agropecuária, extrativismo mineral e extração de eucalipto.

“Estamos em uma boa situação econômica em relação à boa parte das cidades e a maior dificuldade na questão dos empregos está na área urbana da cidade. Existem outros projetos na região presos na burocracia federal e estadual. Precisamos ter uma solução porque a espera faz com que todos percam dinheiro”, afirma o prefeito de Grão Mogol.

Segurança – O Projeto Bloco 8 teve origem no antigo Projeto Vale do Rio Pardo, o qual era composto por uma área mineração e uma usina de tratamento de minério. Estava previsto ainda um mineroduto, de cerca de 482km, que tinha como destino o Porto Sul, desenvolvido pelo governo da Bahia, em Ilhéus.

No segundo semestre de 2017, os acionistas da Honbridge Holding Ltd. decidiram reestruturar o modelo de negócios da SAM. Rebatizado como Bloco 8, o projeto passou por importantes otimizações para promover a redução de impactos ambientais e o aumento de sua segurança operacional. Além disso, ele é composto agora pela futura barragem do rio Vacaria que fornecerá água para suas operações e para a região. A distribuição de água para as comunidades será de responsabilidade do governo do Estado de Minas.

Segundo a mineradora, a quantidade de água disponível permitirá o atendimento de mais de 640 mil pessoas por dia. A SAM vai também se compromete a realizar, em parceria com o governo do Estado, um projeto de irrigação de até 950 hectares para apoio à agricultura familiar local.

Inovação – A diretora de Relacionamento e Meio Ambiente da SAM, Gizelle Tocchetto, afirma que o projeto Bloco 8 terá o sistema de depósito de rejeitos mais seguro da atualidade. Por características técnicas, a mineração de ferro de baixo teor e nas proporções do Projeto Bloco 8 não permite a realização de processos de tratamento a seco.

Assim, a SAM investiu pesado na segurança para o seu sistema de depósito de rejeitos, que foi projetado por empresas especializadas e auditada por consultor independente da Universidade de São Paulo (USP).

O alteamento da barragem utilizada será por linha de centro. Entre outros dispositivos de segurança, para evitar a ocorrência de infiltração e consequentemente de qualquer possibilidade de rompimento, essa estrutura terá um filtro vertical que acompanhará todo o seu corpo central.

Durante a operação, este corpo será separado do espelho d’água por uma área seca de rejeito com uma distância mínima de 400 metros. Essa distância faz com que a barragem se mantenha sempre livre de infiltrações, e cada vez mais estável.

No Projeto Bloco 8, a cava, onde ocorrerá a extração do minério, estará localizada logo abaixo da barragem de rejeitos, representando um importante dispositivo de diminuição de risco na operação do projeto, uma vez que seria o primeiro lugar para onde o material escoaria, em um caso hipotético de rompimento. Para evitar a concentração de pessoas na área, de operação da futura cava, serão utilizadas máquinas e equipamentos que operam por controle remoto.

“Estamos parados a espera do licenciamento ambiental. Desde o rompimento das barragens da Vale (Mariana, em 2015; e Brumadinho, em 2019), tudo ficou muito mais complicado. Leis foram alteradas e muito trabalho teve que ser refeito. Acredito que essas mudanças de legislação são positivas, aprendemos muito a partir dessas tragédias, mas os processos precisam se tornar mais céleres. Não é só a empresa que está perdendo dinheiro. Todas as cidades também têm seu desenvolvimento atrasado”, afirma Gizelle Tocchetto.

Investimentos – Até aqui, a empresa já investiu US$ 74 milhões em pesquisas e estudos dentro do projeto, sem contar o valor de compra. Se o licenciamento sair até o fim do ano, a projeção é de que as obras comecem no fim de 2021 e que a operação tenha início no fim de 2024 ou início de 2025. A expectativa é de que já no primeiro ano de funcionamento bata a meta de 27,5 milhões de toneladas do produto final por ano.

“O Bloco 8 é mais do que um projeto de mineração, é uma plataforma de desenvolvimento para o Norte de Minas, capaz de dinamizar a economia da região. Ele promoverá, também, uma quebra de paradigma, ao viabilizar a exploração de um minério que não tem valor hoje em dia, criando uma nova fronteira minerária no Estado. O nosso minério tem características técnicas que permitem a concentração”, pontua a diretora de Relacionamento e Meio Ambiente da SAM.

Para tornar a mineração viável, o método de concentração específico para esse tipo de minério foi desenvolvido em parceria com a Fundação Gorceix, em Ouro Preto, na região Central. O processo desenvolvido envolve britagem, moagem, deslamagem, pré-concentração magnética de alto campo e flotação. Apesar de serem operações unitárias consagradas no tratamento de minério de ferro, envolvem, neste caso específico, reagentes e condições operacionais inéditas.

“Esse projeto traz consigo não apenas a tecnologia de tratamento do minério, como também tecnologia social ao tratar a água não só para o seu uso, mas também para uso da comunidade; alem de tecnologia de segurança, com o uso do alteamento com linha de centro e construção do muro de contenção. É um projeto inovador em muitos sentidos porque acreditamos que a mineração pode ser uma atividade segura mesmo sendo uma atividade de impacto. Precisamos ser claros quanto a isso. A mineração pode não só ser feita dentro da lei, ela deve ser realizada da melhor maneira possível, se valendo de todos os recursos disponíveis”, completa a executiva.

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