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Ouro deve se manter atrativo mesmo com retomada

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Grama do ouro está cotado em torno de R$ 308, valor 3,14% menor que os R$ 318 de janeiro | Crédito: Toru Hanai /Reuters

O ouro continua sendo um dos ativos mais atrativos para os investidores e a tendência é de preços valorizados para os próximos meses. Desde o início da pandemia, devido à crise gerada e à insegurança, a demanda pelo metal precioso disparou, o que elevou os preços em cerca de 30%. E mesmo com o avanço do processo de vacinação contra a Covid-19 e um início da retomada econômica mundial, a cotação do ouro ainda se manterá firme. 

De acordo com o diretor de câmbio da Ourominas, Mauriciano Cavalcante, o ouro continua valorizado, mesmo com avanço da vacinação e a economia dando sinais de recuperação em países como os Estados Unidos, China, Alemanha e Inglaterra.

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“O ouro continua muito procurado, por isso, o preço não recuou. A cotação estabilizou na casa de US$ 1.900 a onça e a tendência é de que ainda ocorram novas altas. São vários os vieses de alta. No mercado externo, a economia americana tem, realmente, vivido um momento de  recuperação, porém, o dólar tem se desvalorizado em relação a outras moedas. Nesse sentido, os investidores buscam o ouro. Podem correr mais risco, mas ganham mais. Por isso, a demanda está bem alta”, explicou. 

Ainda segundo Cavalcante, o patamar de preço atual também vem sendo sustentado pela expectativa da posição dos EUA em relação a aumentar ou não os juros. “Se os EUA subirem os juros, o que não é esperado pelo mercado, já que a economia ainda não se recuperou como esperado, o ouro continuará como opção para se ganhar mais e também de proteção para os investidores”. 

No Brasil, Cavalcante explica que o preço tem apresentado recuo, ainda que pequeno, por causa da desvalorização do dólar em relação ao mercado global e também frente ao real.

Nas duas últimas semanas, o dólar saiu de R$ 5,25 para R$ 5,03. “Tivemos uma valorização do real de 4%, o que é bem considerável. Então, como o ouro é cotado em dólar, a desvalorização fez com que o preço recuasse, porém, ainda assim, estão em patamares elevados”.

O grama do ouro no Brasil está cotado, hoje, em torno de R$ 308, valor 3,14% menor que os R$ 318 praticados em janeiro. Em relação a junho do ano passado, quando o metal precioso estava cotado a R$ 263 o grama, a valorização ficou em 17,11%. De março de 2020, quando começou a pandemia no Brasil, a março deste ano, o preço subiu 30%, saindo de uma média de R$ 240 o grama, para R$ 310 em março atual. 

“A tendência no momento é de manutenção dos preços. Mesmo que o dólar caia para R$ 4,95, a tendência do ouro em Nova York é buscar US$ 1.910 a US$ 1.915 a onça, o que seria compensado, ficando em torno de R$ 305 o grama”. 

Ciclo de alta das commodities mantém a valorização

O economista e professor de Economia e Finanças da UNA, Cleyton Izidoro, explica que a tendência é de que o ouro se mantenha valorizado, já que estamos em um ciclo de alta das commodities

“Continuamos em um período de alta das commodities, no qual estão se formando novos patamares de preços. A tendência é de que o preço do ouro continue alto até a estabilização dos mercados e até as pessoas voltarem aos investimentos tradicionais”.

Ainda segundo Izidoro, a valorização do ouro é muito importante para o Brasil e Minas Gerais. “O Brasil e o Estado produzem ouro. A valorização é muito boa para o fortalecimento das empresas e para o desenvolvimento local, já que gera empregos”.

A demanda pelo metal precioso segue firme, segundo Izidoro, também pelo risco de outras opções de investimentos, como a bolsa de valores.

“O mercado ainda está muito instável, a pandemia, apesar da vacinação, ainda não foi  controlada. Apesar de enxergamos uma luz, as pessoas ainda estão com medo. Nas últimas semanas, a bolsa subiu muito, mas ainda é um movimento meio irregular. Já o ouro é firme, de menor risco”, disse. 

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