Tarifaço dos EUA tem caráter diplomático e não deve alterar estratégia dos investidores, avalia CEO do Banco XP
O CEO do Banco XP, José Berenguer, avalia que o impasse em torno do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros tem caráter essencialmente diplomático e tende a ser resolvido nos próximos meses, com impacto limitado para os investidores.
Na visão do executivo, a medida afeta setores específicos da economia, mas não justifica mudanças na estratégia de alocação de recursos dos clientes.
Durante participação na Expert XP, em São Paulo, Berenguer afirmou que o tema já passou por momentos de maior tensão e voltou ao debate recentemente, mas acredita que haverá um entendimento entre os países.
“Ano passado eu falei sobre isso nesse evento, nesse mesmo papo, que o tarifaço ia desaparecer do mapa em pouco tempo. Aconteceu, desapareceu, ressuscitou. Eu acho que essa discussão já tem um monte de exceção, é uma discussão diplomática e nós vamos chegar a um denominador comum em algum momento nos próximos meses”, disse.
Segundo o executivo, embora o impasse seja relevante para determinados segmentos exportadores, seus reflexos sobre os investimentos e o planejamento financeiro das pessoas físicas tendem a ser reduzidos.
“Isso afeta muito pouco. Afeta setores específicos, mas não deve mudar a alocação do cliente, a vida financeira do cliente. É chato, é uma briga complicada, mas tem solução”, afirmou.
A avaliação de Berenguer reforça a orientação da instituição para que investidores mantenham uma visão de longo prazo e evitem decisões motivadas por oscilações decorrentes de disputas comerciais ou políticas entre países.
* A repórter viajou a São Paulo a convite da XP
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