COTAÇÃO DE 24/01/2022

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,5030

VENDA: R$5,5030

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,4870

VENDA: R$5,6630

EURO

COMPRA: R$6,2080

VENDA: R$6,2103

OURO NY

U$1.842,90

OURO BM&F (g)

R$323,72 (g)

BOVESPA

-0,92

POUPANÇA

0,5845%%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Legislação
" "
Crédito: REUTERS/Ueslei Marcelino

Brasília – Oito ex-ministros do Meio Ambiente criticaram o presidente Jair Bolsonaro e seu governo em uma carta divulgada ontem, alegando que ele está desmontando as proteções ambientais do país.

As ex-autoridades criticaram a decisão do governo de tirar a autoridade do Ministério do Meio Ambiente sobre agências de água e florestas, enquanto também dizem que a falta de diretrizes claras para combater mudanças climáticas está ameaçando a capacidade do Brasil de atender aos seus compromissos de cortar emissões de gases estufa

PUBLICIDADE




“Tudo isso reforça na ponta a sensação de impunidade, que é a senha para mais desmatamento e mais violência”, escreveram, alegando que esse desmantelamento é inconstitucional.

O atual ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, respondeu ponto a ponto a carta em uma declaração e culpou forças externas pelo que vê como uma campanha contra o País.

“O que vem causando prejuízos à imagem do Brasil é a permanente e bem orquestrada campanha de difamação promovida por ONGs e supostos especialistas, para dentro e para fora do Brasil”, disse Salles em uma carta.

Durante a campanha eleitoral do ano passado, Bolsonaro se posicionou contra o que chamou de “indústria” de multas ambientais mirando produtores agrícolas e em certo ponto, cogitou tirar o Brasil do Acordo Climático de Paris. Ele ainda sustenta que a mudança climática pode não ser por culpa humana, embora o Brasil ainda esteja no acordo.




Seus comentários geraram temores entre ambientalistas de que o desmatamento crescerá na parte brasileira da floresta Amazônica, que absorve vastos volumes de gases estufa. O desmatamento no Brasil, no entanto, caiu 34% nos primeiros quatro meses do ano, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os ex-ministros do Meio Ambiente que assinam a carta incluem Rubens Ricúpero, que ocupou o cargo na década de 1990, e Edson Duarte, que deixou o cargo no fim do governo anterior.

Em sua resposta, que é mais longa que a carta original, Salles disse concordar com o pedido dos ex-ministros por regulamentações ambientais mais robustas e eficientes.

“O atual governo não rechaçou, nem desconstruiu, nenhum compromisso previamente assumido e que tenha tangibilidade, vantagem e concretude para a sociedade brasileira”, escreveu.

O ministro criticou a falta de ação de governos anteriores em diversas áreas. Ele defendeu mover a autoridade sobre serviços florestais e a Agência Nacional de Águas (ANA) a outros ministérios, alegando que isso ajudaria a dar um ponto de partida para ação nessas áreas. “Reafirmamos o nosso compromisso no combate ao desmatamento ilegal, com ações efetivas e não meramente retóricas”, escreveu. (Reuters)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!