Legislação

Industrializar a construção civil é o próximo passo do Minha Casa, Minha Vida

Ação é vista como crucial para atacar o déficit habitacional e aproveitar o bom momento do setor, com apoio do programa Minha Casa, Minha Vida
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Industrializar a construção civil é o próximo passo do Minha Casa, Minha Vida
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Para alavancar a produção de moradias no Brasil e atacar o déficit habitacional brasileiro, é fundamental industrializar a construção civil. A avaliação é do ministro das Cidades, Vladimir Lima, realizada durante sua participação no Summit da Construção, promovido pela Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), em São Paulo, nesta quinta-feira (25).

“O Brasil vive o melhor momento de sua história na habitação. Temos demanda elevada, o Minha Casa, Minha Vida com disponibilidade de financiamento e o setor disposto a investir. Vamos aproveitar esse momento e alavancar as contratações, mas isso só será possível com a industrialização dos processos construtivos”, disse.

De acordo com o Ministro, já estão sendo promovidas mesas de conversas com indústrias e associações de prefeitos para, além de viabilizar os processos dentro das fábricas, padronizar os modelos de normativos municipais.

“Entendemos as dificuldades do setor quando esbarram em códigos de obras diferentes. O Governo do Brasil está sensível a essa questão”, afirmou.

A padronização das construções pode reduzir de 15 a 20% de custos na obra, segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Yorki Estefan.

GT da Desburocratização

O Governo está fazendo sua parte para tornar o MCMV o indutor da transformação. O Ministério das Cidades criou o grupo de desburocratização, industrialização e inovação, com uma agenda robusta para promover tecnologia, ambiente regulatório seguro e padronizado, novas linhas de financiamento, modernização institucional e coordenação entre os atores envolvidos na produção habitacional.

“Temos tudo e muito mais para alavancar o Minha Casa, Minha Vida, gerando emprego e renda. O crédito habitacional representa 10% do PIB e temos a leitura de que isso vai avançar para 11% até o final do ano”, destacou Lima.

Conteúdo distribuído por Agência Gov

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