Lote da água mineral Crystal é suspenso
São Paulo – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da venda, distribuição e consumo de um lote de água mineral sem gás da marca Crystal, que é parte do sistema Coca-Cola, e fabricada pela Mineração Bom Jesus Ltda, em Luziânia (GO). A decisão foi comunicada pela agência reguladora após recolhimento voluntário feito pela fabricante.
Segundo a Anvisa, a medida foi tomada após um laudo técnico identificar a presença da bactéria pseudomonas aeruginosa em amostra do produto coletada durante ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal para análise de alimentos. A bactéria é a mesma identificada em produtos líquidos da Ypê, como detergentes e lava-roupas.
O lote que está sendo retirado do mercado é o LZ1 VAL200127 3 P 200126, que aparece no rótulo da garrafa, e foi fabricado em 20/1/2026, com data de validade em 20/01/2027.
A orientação da Anvisa é que o consumidor não consuma o produto do lote. Caso tenha a água em casa, pode entrar em contato com o SAC da fabricante Brasal pelo telefone 0800-061-5000 ou e-mail [email protected]. A Mineração Bom Jesus diz ser provável que unidades do lote já não estejam mais disponíveis no mercado e que 99% das unidades foram recolhidas dos pontos de venda.
Segundo a fabricante, o lote tem 374,4 mil garrafas de 500 ml. As unidades foram distribuídas no Distrito Federal (230.443), em cidades vizinhas de Goiás (66.768), em Tocantins (1.439) e no interior de São Paulo (75.750).
A orientação da Anvisa é que o consumidor não beba a água do lote.
Segundo a empresa, consumidores que possuam unidades do lote P 200126 (leia-se na embalagem LZ1 VAL 200127 3 P 200126) devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para orientações sobre substituição ou reembolso pelo telefone 0800-061-5000 ou email [email protected].
A fabricante diz que o atendente pegará os contatos do consumidor para agendar a visita de recolhimento e troca do produto.
De acordo com as informações apresentadas pela empresa à Anvisa, o recolhimento do produto foi iniciado imediatamente em distribuidoras, e 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis nas prateleiras para compra pelo consumidor.
O teste de contraprova, que gerou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo, foi realizado conforme previsão do Guia para Harmonização de Procedimentos no Âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), e o resultado confirmou a presença da bactéria na amostra analisada. Com isso, a Divisa/DF determinou a interdição local e comunicou o caso à Anvisa.
A decisão sobre o recolhimento voluntário do produto pela empresa foi publicada pela agência reguladora foi publicada nesta quarta-feira (3).
Segundo a fabricante, não havia ainda registro de reclamações de consumidores relacionadas a esse lote nos canais oficiais de atendimento.
A Mineração Bom Jesus diz que, dada a alta rotatividade do produto no varejo, é provável que unidades do lote já não estejam mais disponíveis no mercado. Além disso, diz que 99% das unidades foram recolhidas dos pontos de venda e que está finalizando o recolhimento preventivo e voluntário.
Durante fiscalização da Anvisa em março, em um ponto de venda localizado no Distrito Federal, foi identificada a presença de pseudomonas aeruginosa em uma amostra coletada.
Reportagem distribuída pela Folhapress
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