NR-1: saúde mental no trabalho exige adaptação das empresas, diz ministro
A nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que amplia a responsabilidade das empresas sobre a saúde mental dos funcionários, entrou em vigor nessa terça-feira (26). Para o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, esse tipo de medida contribui para a adaptação ao novo cenário marcado por desafios relacionados ao bem-estar dos colaboradores.
Durante entrevista ao programa “Bom dia, Ministro”, do CanalGov, nesta quinta-feira (28), o chefe da pasta afirmou que a realidade no ambiente de trabalho mudou, com as pessoas dedicando cada vez mais tempo às atividades profissionais e enfrentando desafios que têm ampliado os casos de ansiedade e problemas relacionados à saúde mental.
“Também existe o aspecto de uma maior conscientização sobre o tema, já que isso era um tabu há 20 ou 30 anos”, completou.
O ministro acrescentou ainda que será necessário aprimorar as formas atuais de organização do trabalho, já que as tensões profissionais tendem a interferir na vida pessoal dos trabalhadores. “Nós vamos ter que adaptar as normas e as formas de regulação do trabalho para permitir que os trabalhadores tenham descanso”, afirmou.
Segundo ele, as leis trabalhistas vêm incorporando novos modelos que possibilitam o cuidado com a saúde mental. Além disso, Pereira avaliou que o tema possui forte conexão com a pauta da redução da jornada de trabalho. Para o ministro, ambas as iniciativas têm como objetivo melhorar a qualidade de vida do trabalhador brasileiro.
A NR-1 está sendo implementada pelo Ministério do Trabalho e determina que cabe às empresas identificar, avaliar e controlar fatores que possam causar adoecimento mental no ambiente de trabalho. O objetivo da norma é combater ambientes laborais tóxicos.
O ministro do Empreendedorismo também ressaltou que o funcionário que não estiver bem mentalmente tende a ser mais improdutivo e apresentar maiores dificuldades de assiduidade e permanência no emprego.
“Essas situações fazem mal para a economia, pois uma economia que desgasta o trabalhador não é sustentável e não dará certo. Essa conta retorna para o País. Por isso, ganhos para os trabalhadores também geram crescimento econômico, como ocorre no Brasil”, afirmou.
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