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Azul reduz prejuízo para R$ 44,4 mi no 1º trimestre, mas vê impacto da guerra no fluxo de caixa

Companhia aérea divulga resultados do primeiro trimestre com melhora de quase 98% no prejuízo líquido ajustado
Azul reduz prejuízo para R$ 44,4 mi no 1º trimestre, mas vê impacto da guerra no fluxo de caixa
Foto: Divulgação/Azul Linhas Aéreas

A Azul anunciou nesta quinta-feira (7) um prejuízo líquido ajustado de R$ 44,4 milhões no 1º trimestre deste ano, resultado que representa uma melhora de quase 98% na comparação com o mesmo período do ano passado. À época, a companhia aérea havia registrado prejuízo de cerca de R$ 1,82 bilhão.

Na mesma base comparativa, a receita operacional da empresa cresceu 1,4% e alcançou o patamar de R$ 5,5 bilhões. A Azul diz que o resultado foi sustentado por uma demanda resiliente, maior contribuição de receitas auxiliares e pela diversificação de suas unidades de negócio.

Em teleconferência a investidores, o CEO da Azul, John Rodgerson, afirmou que o fluxo de caixa da empresa foi impactado negativamente por uma redução no ATL (sigla em inglês para o valor dos bilhetes vendidos antes da viagem). Segundo ele, o cenário é resultado dos efeitos da guerra no Irã e, por consequência, da menor capacidade na operação da empresa.

“Esse impacto deve ter caráter pontual, ocorrendo apenas enquanto ajustamos nossos níveis de capacidade. À medida que a capacidade se normalizar, o ATL também deve retornar a níveis mais típicos.”

Rodgerson disse que a companhia está monitorando de perto os efeitos da alta dos preços de combustíveis.

“Implementamos ações estratégicas de precificação em toda a nossa malha. Também ajustamos a capacidade e otimizamos nossa rede para focar nos mercados mais rentáveis. Isso só é possível graças à nossa frota diversificada e flexível”, afirmou o executivo.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Azul alcançou R$ 1,7 bilhão no 1º trimestre deste ano, alta de 22,6% em relação ao mesmo período do ano passado, com margem de 31,1%, enquanto o resultado operacional chegou a R$ 1 bilhão, crescimento de 83,1% na mesma base comparativa, com margem de 19,1%.

Conteúdo distribuído por Folhapress

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