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Bootcamp em BH aposta em IA para reduzir dependência de programadores

Programa é voltado a pessoas que desejam tirar ideias do papel rapidamente criando protótipos funcionais e validando soluções com apoio de inteligência artificial
Bootcamp em BH aposta em IA para reduzir dependência de programadores
Foto: Adobe Stock

A inteligência artificial (IA) já começou a mudar uma das regras do mercado de tecnologia: a dependência de programadores para transformar ideias em produtos. Com o avanço de ferramentas cada vez mais acessíveis, cresce o número de profissionais que conseguem criar, testar e lançar soluções digitais sem formação técnica, um movimento que tem impulsionado a demanda por formatos de aprendizado mais práticos e orientados à execução.

É nesse contexto que surge o Lovable Bootcamp, que ocorre entre os dias 8 e 10 de maio, em Belo Horizonte. Realizado no Brasil pela 10K Digital – especializada em alavancar a tecnologia e as estratégias de negócios para capacitar startups, pequenas e médias empresas (PMEs) e scaleups –, o programa é voltado a pessoas que desejam tirar ideias do papel rapidamente, criando protótipos funcionais e validando soluções com apoio de inteligência artificial, mesmo sem experiência em programação.

A iniciativa conta com a participação de Felipe Matos como embaixador da Lovable no Brasil e facilitador do programa, além de outros mentores como Frattz, especialista em IA, Vanie Lopes, fundadora e CEO da Van IA Studio, e Lucio Amorim Caldeira, que apoiarão os participantes ao longo da construção de seus projetos.

“A IA está mudando o jogo porque permite que muito mais gente construa. Antes, uma ideia dependia necessariamente de um time técnico e levava meses para acontecer. Agora, uma pessoa sem conhecimento de programação consegue entregar a mesma coisa em dias. Isso muda completamente a dinâmica de inovação”, afirma Felipe Matos.

Mercado

A proposta do bootcamp atende a um perfil crescente de profissionais que buscam autonomia para construir produtos digitais, seja para lançar um negócio, testar uma ideia ou reduzir a dependência de equipes técnicas. “Muita gente tem boas ideias, mas trava na execução. Antes era necessário um time técnico, mas a IA mudou esse jogo. A tecnologia deixou de ser uma barreira e passou a ser uma ferramenta acessível para acelerar quem quer construir”, acrescenta o especialista.

Além de empreendedores e criadores de produtos, o movimento também atrai profissionais de diferentes áreas que buscam ampliar sua capacidade de atuação diante das transformações do mercado. “Não se trata mais de aprender tecnologia por aprender. Trata-se de conseguir transformar uma ideia em algo concreto e fazer isso rápido. Esse é o novo diferencial competitivo”, pontua Matos.

“Vemos não só o perfil de empreendedores, mas de executivos e profissionais de todas as áreas que querem inovar construindo aplicativos para seu próprio uso, sem depender de fornecedores externos. Ao invés de depender de um time de TI ou de uma solução pronta engessada, a pessoa pode criar o software sob medida para suas necessidades com o Lovable”, destaca.

A realização do bootcamp em Belo Horizonte reflete também a descentralização desse movimento, que começa a ganhar força fora do eixo Rio-São Paulo. “Existe uma nova geração de profissionais que não quer depender de estrutura para inovar. Democratizar a capacidade de construir produtos é um dos movimentos mais relevantes que estamos vendo hoje”, finaliza o facilitador do programa.

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