A unidade do Cefet-MG em Timóteo está engajada para conter o novo coronavírus | Crédito: Divulgação

Desde a chegada da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) ao Brasil, no final de fevereiro, as unidades do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) trabalham em diversas frentes de combate à disseminação da doença e auxílio da estruturação da rede pública de saúde do Estado.

O Campus Timóteo, localizado no Vale do Aço, realiza iniciativas que vão desde a produção de sabonete líquido, mapeamento de leitos hospitalares na região, até a produção de máscaras do tipo face shield e abridores de porta hands-free.

De acordo com a diretora-adjunta da unidade, Silvânia Freitas, as ações visam, sobretudo, dar a colaboração do Centro Federal de Educação à sociedade neste momento de pandemia, muitas vezes com recursos próprios dos professores, utilizando a infraestrutura física e técnica do Campus.

“Até agora, foram estas três principais frentes, além de vídeos informativos e motivacionais para os alunos”, resumiu.

Conforme ela, a equipe já prepara outras iniciativas e a elaboração de mapas como forma de reforçar o alerta para toda a população da necessidade de seguir as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e manter as medidas de distanciamento social.

Neste momento, professores, alunos e ex-alunos preparam a produção de 800 máscaras do tipo face shield para serem doadas para os hospitais da rede pública da região.

Conforme a coordenadora do projeto, Mirela de Castro, os testes já estão sendo realizados e a produção dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) deverá ter início em 10 dias.

“São três impressoras 3D. Além da do próprio campus, membros do grupo também disponibilizaram seus equipamentos para a produção das máscaras”, explicou. A equipe aguarda apenas a chegada da matéria-prima para iniciar a produção.

Além disso, serão fabricados também 50 abridores de porta do tipo hands-free para serem instalados nos ambientes mais movimentados do campus Timóteo. Neste caso, as peças impressas são instaladas em uma maçaneta já existente, permitindo o uso do cotovelo para mover as maçanetas. Dessa maneira, evita-se o contato das mãos com uma superfície que é muito utilizada, diminuindo a exposição das pessoas ao vírus.

Quanto às demais iniciativas, já foram produzidos 100 litros de sabonete líquido para doação na região. Ao todo, foram 200 frascos de sabonete líquido entregues ao distrito de Cachoeira do Vale.

Já o mapeamento dos dados sobre o Covid-19 e a disponibilidade de leitos de UTI no Vale do Aço, foram iniciativas do professor de Geografia, Romerito Valeriano. O levantamento avaliou a distribuição dos leitos de UTI por microrregião de Minas Gerais.

Foi observado que a microrregião mais confortável em relação à disponibilidade de leitos é a microrregião de Muriaé (Zona da Mata). Já a microrregião de Ipatinga, que abrange a maior parte dos municípios e colar metropolitano do Vale do Aço, encontra-se na cor amarela, indicando atenção por ter disponibilidade de leitos regular.

Mineira Orbitae disponibiliza testes internacionais

Testes que permitem identificar a presença do coronavírus na corrente sanguínea já estão sendo disponibilizados no Brasil. O Assure Tech, produzido na China, fica pronto em até 15 minutos e o Alfa Scientific, feito nos Estados Unidos, em até 10 minutos. A detecção deles, que são representados no Brasil pela mineira Orbitae, empresa de diagnósticos humanos e forenses, pode ser feita a partir do sétimo dia do contato do vírus com o organismo.

“A realização desses testes é praticamente igual à forma como é aplicado o de glicemia. Limpa-se a ponta do dedo com álcool e no local é feito um pequeno furo. Com uma pipeta capilar, retira-se 20 milímetros cúbicos de sangue. E, uma gota dele é depositada em uma placa do equipamento, por cima das quais o reagente é adicionado. E, em seguida, o resultado é apresentado”, explica o diretor da Orbitae, Rodrigo Silveira.

Os dois testes são certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e serão comercializados apenas para pessoas jurídicas. “Vamos disponibilizar o Assure Tech e o Alfa Scientific para empresas e instituições dos setores público e privado de todo o País, especialmente para as que atuam no campo da saúde. E, ainda para companhias de outros segmentos, como o de mineração, por exemplo, que poderão retomar suas atividades com a certeza de que seus colaboradores estarão seguros e livres da contaminação ou da possibilidade da disseminação do vírus em suas plantas”, ressalta.

Segundo o executivo, a rapidez de detecção permitida pelos testes ajudará na antecipação do diagnóstico, o que contribuirá para uma redução no contágio e ainda para o tratamento dos infectados.

“Estamos nos preparando para atender todas as demandas de forma organizada e na velocidade que esse momento exige. Pois sabemos que o tempo é essencial nesse tipo de situação, principalmente porque envolve vidas e quando isso acontece é primordial”, reforça Silveira.

Além de apontar se a pessoa está infectada pelo coronavírus, o Assure Tech e o Alfa Scientific ainda permitem visualizar se o paciente já teve contato com o patógeno causador da doença em algum instante da vida, ou seja, mesmo não estando doente no momento, o teste possibilita saber se a pessoa pegou o vírus e criou anticorpos.

Azul volta à China para trazer testes rápidos – Decolou ontem em Viracopos, Campinas (SP), um novo voo fretado da Azul Cargo Express, unidade de cargas da Azul, para a China. A aeronave deve retornar ao Brasil no dia 1º de junho, no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, trazendo da China 1,6 milhão de testes rápidos de Covid-19.

Essa é a segunda operação da companhia com destino ao país asiático para a busca de equipamentos que vão ajudar o Brasil no combate a pandemia do novo coronavírus. A primeira, que trouxe 133 respiradores de Pequim, pousou em Guarulhos no último dia 26. Os voos entram para a história da Azul, que, pela primeira vez, voa para a China em uma complexa operação logística.

Com escalas em Amsterdã na ida e na volta, o voo da companhia tem como destino o Aeroporto Internacional de Qingdao Liuting, na província de Shandong. A missão será cumprida por um Airbus A330-900neo, a maior e mais moderna aeronave da frota da companhia, e terá todo o espaço da aeronave – desde o porão até os assentos e os bins (compartimentos superiores) – para o transporte dos testes, que serão destinados a um laboratório de Minas Gerais.

“Estamos muito orgulhos de cumprir essa nova operação, trazendo essa carga tão vital para o nosso País neste momento. Aproveito para agradecer o apoio dos órgãos reguladores e a confiança da Fly Easy, nosso Cliente”, afirma a diretora da Azul Cargo Express, Izabel Reis.

Em sua operação cargueira para a China, a Azul Cargo Express conta com um importante parceiro logístico, que é a Fly Easy. Para o Diretor Comercial da Fly Easy, Kenny Schulz, a Azul é um parceiro que demonstrou grande empenho e flexibilidade para operar este voo de carga extremamente crítica.

“Já operamos aproximadamente 90 charters na luta contra o Covid-19 e é uma honra poder utilizar aeronaves de matrícula brasileira em operações que começam do outro lado do planeta para trazer recursos ao nosso País, além das operações regionais onde constantemente trabalhamos em cooperação com a Azul”, diz Schulz.

Desde quando a pandemia se intensificou no País, a Azul Cargo Express vem utilizando as duas aeronaves cargueiras Boeing 737 400-F e os porões dos aviões de passageiros para ampliar sua capacidade de oferta. Em abril, a companhia realizou dois voos internacionais para os Estados Unidos transportando somente cargas e, desde a autorização da Anac, vem utilizando aviões de passageiros para o transporte exclusivo de cargas. (Da Redação)