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Cooperativismo mineiro movimentou R$ 73,4 bilhões em 2020

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Crédito: Divulgação
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O cooperativismo mineiro segue em curva ascendente, registrando alta em sua movimentação pelo sexto ano consecutivo. Em 2020, as cooperativas com sede em Minas Gerais movimentaram um total de R$ 73,4 bilhões – crescimento de 20,7% em relação 2019, quando foram registrados R$ 60,8 bilhões.

Também é destaque a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) estadual, que ficou em 11%. Em Minas Gerais, 29,5% da população está ligada direta ou indiretamente a uma cooperativa, ou seja, 3 em cada 10 mineiros é cooperativista.

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Os valores ganham ainda mais destaque quando comparados com o PIB de Minas Gerais e do Brasil. No mesmo período, a economia no Estado teve queda de 3,9%, enquanto o Brasil obteve um decréscimo do PIB de 4,1%, de acordo com dados da Fundação João Pinheiro (FJP) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), respectivamente.

Os dados foram apresentados pelo Sistema Ocemg na quinta-feira (10), marcando o lançamento da 16ª edição Anuário de Informações Econômicas e Sociais do Cooperativismo Mineiro. O lançamento contou com a abertura do presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, e com a participação de Ricardo Amorim, economista eleito pela revista Forbes uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil e da economista e influenciadora Coop Rita Mundim. Os convidados analisaram os dados do cooperativismo mineiro contextualizados com o cenário atual do país e do Estado.

Anuário do Cooperativismo Mineiro

A publicação aponta que cooperativismo segue também como um grande gerador de postos de trabalho, com um crescimento de 4,3% no quadro funcional, ultrapassando a marca de 55 mil pessoas empregadas. No ano passado, o segmento registrou também um crescimento de 9% no número de cooperados em Minas, o que equivale a 200 mil novos membros.

O cooperativismo possui forte papel econômico e social em Minas Gerais. O segmento totaliza 2,1 milhões de cooperados, 55.441 mil empregados, reunidos em 773 cooperativas. As cooperativas geraram ainda R$ 2,1 bilhões em tributos, representando 4,5% do faturamento total de 2020.

Organizado pelo Sistema Ocemg, o Anuário é considerado referência para o segmento, trazendo o levantamento detalhado do setor no Estado, por meio da consolidação de dados enviados pelas próprias cooperativas, como informações econômico-financeiras, exportações, quadro social e funcional do segmento, contribuições do cooperativismo para a sociedade, investimentos, entre diversos outros indicadores.

O presidente do Sistema Ocemg, Ronaldo Scucato, celebra os seguidos resultados positivos do cooperativismo em Minas Gerais. “Os números atestam que as cooperativas seguiram cumprindo seu papel, que é atender à sociedade com excelência em serviços e produtos, mesmo diante de uma das maiores crises sanitárias que o mundo já enfrentou. Esta é uma característica do cooperativismo: permanecer firme diante das adversidades”. afirma.

Ramos que mais movimentaram a economia

De acordo com o Anuário, os ramos Crédito, Agropecuário e Saúde foram responsáveis pela maior parte da movimentação de renda em Minas Gerais juntos, eles movimentaram mais de R$ 71,4 bilhões, o que representa 97,27% dos R$ 73,4 bilhões.

O ramo Crédito registrou uma movimentação econômica de R$ 33,56 bilhões, apresentando um crescimento de 34,1% em relação a 2019. Foi seguido pelo ramo Agropecuário, que movimentou 26,87 bilhões, o que representa um crescimento de 15,7% em relação ao ano anterior.

Em 2020, as cooperativas agropecuárias foram responsáveis por 17,8% do PIB do agronegócio mineiro. Minas Gerais é o maior produtor nacional de café e leite, respondendo por 54,9% e 27,2% da produção nacional, respectivamente. As cooperativas mineiras são responsáveis por 56,8% de toda a produção de café e por 19,1% de todo o leite do Estado em 2020.

Além de terem importante participação no mercado interno, as cooperativas mineiras também exercem um relevante papel nas exportações, com mais de 369,4 mil toneladas de café; mais de 1,1 mil toneladas de carne suína; mais de 333 toneladas de algodão; mais de 8,1 toneladas de própolis; mais de 2,8 mil litros de bebida láctea; e mais de 19,6 mil litros de leite condensado, entre outros produtos.

Para facilitar o reconhecimento e a representação dos interesses das cooperativas brasileiras, o cooperativismo é dividido em sete ramos, além de Crédito, Agropecuário e Saúde, o setor congrega ainda Transporte, Consumo, Infraestrutura e Trabalho Produção de Bens e Serviços.

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