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Demanda na IBG por oxigênio cresce em Minas Gerais

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Em Minas, o IBG passou a fornecer o insumo para o hospital de campanha de Patos | Crédito: Divulgação/IBG

A pandemia trouxe luz sobre um mercado pouco conhecido dos brasileiros: o de gases medicinais. Única 100% nacional a produzir oxigênio para indústrias e hospitais, a Indústria Brasileira de Gases (IBG) credita ao saneamento financeiro da empresa a possibilidade de atravessar esse período de crise sem precisar demitir nenhum dos quase 300 funcionários diretos.

De acordo com o presidente da IBG, Newton de Oliveira, o aumento na demanda vinda dos hospitais não foi capaz de suplantar a queda dos pedidos da indústria em 2020, que começou com boas projeções, deve fechar abaixo do resultado conquistado no ano passado. A imprevisibilidade do mercado é o grande obstáculo para a fixação de metas para os próximos meses.

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“Logo de cara tivemos uma paralisação da indústria nacional que nos impactou muito. Agora temos um cenário que varia muito de região para região do País. Tivemos um incremento nos pedidos dos hospitais, inclusive em Minas Gerais, mas isso não é o suficiente para compensar as perdas. Fazemos parte de um setor de capital e consumo elétrico intensivos. Tradicionalmente a IBG trabalha e cresce apenas com capital próprio e isso foi determinante para conseguirmos passar por essa crise. Fizemos alguns acordos para a diminuição de carga horária, mas foram poucos, somos uma indústria bastante automatizada, com uso de mão de obra intensivo apenas na distribuição e no comercial”, explica Oliveira.

Em Minas Gerais, o IBG passou a fornecer o insumo para o hospital de campanha de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, o que movimentou a filial com estação de enchimento instalada em Uberlândia, no Triângulo.

Para garantir o fornecimento foi acionada uma unidade de produção que estava em stand by na matriz de Jundiaí, no interior de São Paulo.

“Minas, por enquanto, é nosso 12º mercado, mas com muito potencial para crescer. A unidade de Uberlândia atende todo o Estado. Temos agora 50% da nossa capacidade produtiva ociosa, pronta para atender qualquer demanda do mercado”, afirma o presidente da IBG.

Fundada em 1992, a IBG ainda fabrica oxigênio e nitrogênio; acetileno, óxido nitroso, CO2 (gás carbônico), além de misturas industriais e especiais, hélio líquido, entre outros. A operação é mantida por fábricas em Jundiaí (matriz), Descalvado (SP) e Forquilhinha (SC).

A empresa possui 17 filiais (estações de enchimento) distribuídas estrategicamente pelo Brasil. Atualmente, atende mais de mil empresas nas áreas médico-hospitalar, industrial, metal mecânica, microeletrônica, metalurgia, siderurgia, processamento de alimentos, saúde, petroquímica, indústria automobilística, indústria química, entre outras.

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