Diversificação e digitalização alavancam polo de Juruaia em meio à pandemia

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Diversificação e digitalização alavancam polo de Juruaia em meio à pandemia
Crédito: Divulgação

Considerada a capital mineira da lingerie, Juruaia, no Sul de Minas, está passando alheia à crise imposta pela pandemia de Covid-19 e tem registrado aumento nas vendas. Mesmo com as medidas de distanciamento social, incluindo o fechamento físico de grande parte do comércio em todo o País, as indústrias do polo registraram crescimento de até 50% nos negócios nos últimos meses.

O resultado pode ser explicado tanto pela diversificação dos produtos oferecidos quanto pela digitalização dos negócios, já que as empresas têm investido fortemente nas vendas on-line e também em outros segmentos: como cuecas, pijamas, moda praia e fitness.

As informações são da presidente do projeto “Juruaia 360 graus”, Luciana Marques. Criada e implantada a partir da parceria das associações Toque Brasil e Associação Comercial e Industrial de Juruaia (Aciju), Conselho Municipal de Turismo e Câmara de Vereadores da Prefeitura Municipal de Juruaia, a iniciativa visa incentivar os diferentes e potenciais segmentos da região, como comércio, indústria e turismo.

“Além da maior presença no ambiente virtual e da diversidade de produtos, as campanhas realizadas pelo polo também ajudaram a alavancar as vendas. Tanto é que estimamos manter o ritmo de crescimento e encerrar 2020 com alta de 50% nos negócios”, apostou. Inicialmente, a expectativa para o desempenho no atual exercício era de alta de 20%.

Incentivo – Uma das ações promovidas em âmbito nacional foi o incentivo ao empreendedorismo com investimento de R$ 600 para a compra de um kit completo de peças capaz de atender diferentes perfis de consumidor final e podendo gerar faturamento de até R$ 1.800,00. O kit pode conter, por exemplo, 12 calcinhas avulsas, 10 sutiãs avulsos, 5 conjuntos de lingeries, 8 cuecas e ainda 250 máscaras.

Na moda praia, o valor corresponde a aquisição de cerca de 15 peças. E para pijamas, que tem sido a grande febre de vendas durante a pandemia, o valor permite a compra de 16 conjuntos, dependendo do produto.

“Na prática, a escolha do que adquirir para revenda vai depender do público alvo de cada empreendedor, conforme a região do Brasil, dada as diferentes temperaturas e até perfil dos clientes. Há grande procura e adesão. Muitas pessoas aproveitaram o auxílio do governo federal de R$ 600 e investiram no novo negócio”, contou.

O comércio virtual também foi intensificado, conforme Luciana Marques. E foi expandido, inclusive, para as feiras e eventos. Além disso, segundo ela, 90% das lojas da cidade já trabalhavam com comércio on-line antes mesmo da pandemia. A diferença é que a concentração dos pedidos à distância aumentou.

“As lojas já tinham esse preocupação de estarem presentes no digital, até para aumentar a prospecção dos clientes, aumentar o alcance das vendas e poder aumentar a geração de negócios”, contou.

Atualmente, o polo conta com quase 300 fábricas, gera cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos e produz 20 milhões de peças por ano.

A tradicional Felinju já foi 100% virtual. A feira, realizada no início de junho, movimentou R$ 5 milhões. A Fest Lingerie, prevista para setembro, também será realizada à distância. “O movimento está grande, assim como a expectativa. Tem empresa com pedidos fechados até final do ano”, revelou.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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