Escritoras mineiras lançam livros e destacam histórias de mulheres e povos indígenas
A escritora e multiartista mineira Thaís Alessandra, afro-indígena do povo Puri, lança “Aiyra e o Rio II, o Feminino Veste Cocar”, segunda obra da série literária que dá continuidade à saga da personagem Aiyra. A distribuição começa em dez escolas públicas da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), viabilizada pela Política Nacional Aldir Blanc, com apoio da Secretaria de Cultura e Turismo e do Ministério da Cultura. Do total, 5% dos exemplares serão doados à pasta.
Ambientado no Amazonas, o romance, voltado a leitores a partir de 12 anos, acompanha o rio Uaçá como elo entre a nação indígena Zo’é e o povo Jenipapo-Kanindé, no Ceará. A obra presta homenagem a lideranças femininas indígenas de diferentes etnias, com destaque para a cacica Pequena, do povo Jenipapo-Kanindé, e a vice-cacica Sílvia, do povo Kaimbé, na Bahia.

O primeiro volume da série, lançado em 2022 por financiamento coletivo, já está na 3ª edição e conta com versão em audiobook gratuito pela Biblioteca Digital de São Paulo (Biblion), incluindo acessibilidade para pessoas cegas.
Já a escritora Biláh Bernardes, vice-presidente da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil em Minas Gerais (Ajeb-MG), participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, de 4 a 13 de setembro. No dia 9, às 16h30, no Espaço Leia Mais (Rua E, stand 10, Anhembi), ela lança simultaneamente o romance “Maroca Amordaçada” e o livro infantil “Bichinhos nas Nuvens”.

“Maroca Amordaçada” mescla prosa e poesia na trajetória de Carolina Maria, apelidada Maroca, que encontra na escrita uma forma de expressar o que não pode dizer em voz alta. O livro integra a coleção Infame Ruído 2025, da Imensa Editorial, e ficou entre os 155 primeiros colocados de quase três mil inscritos no Concurso Nacional de Literatura Carolina de Jesus. Já “Bichinhos nas Nuvens” busca estimular a imaginação infantil longe das telas, convidando crianças a encontrar formas nas nuvens.
Biláh também participa, no mesmo dia às 18h20, da apresentação do projeto “Vozes Libertas em Movimento”, parceria da Ajeb-MG com a Ajeb-SP que aborda, em teatro espontâneo e leitura dramática, relatos de mulheres que romperam relacionamentos abusivos.
Natural de Santo Antônio do Monte, no Oeste de Minas, Biláh mora em Belo Horizonte desde 1970. Formada em pedagogia e psicopedagogia, começou a escrever poesia aos 56 anos.
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