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Lucas Guimaraens (esquerda) e Jacques Poulain, da Unesco: trata-se de um importante passo em âmbito nacional - Crédito: Divulgação
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O Centro de Feiras e Exposições George Norman Kutova (Expominas), a Mineiraria – casa da gastronomia -, ambos localizados em Belo Horizonte, em parceria com a Cátedra Unesco de Filosofia da Cultura e das Instituições, atrelada à Universidade de Paris 8, acabam de assinar a “Convenção de Cooperação Para o Desenvolvimento da Filosofia, da Cultura, das Instituições Culturais e da Economia da Cultura Em Minas Gerais”.

O documento prevê o apoio da Unesco para a reflexão relacionados a estes temas, bem como viabilizar eventos de âmbito nacional e internacional, participando de uma rede Unitwin entre a academia, a cultura e sua economia e, ainda promover eventos culturais no Expominas.

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Para o diretor de Relações Institucionais da empresa mineira, Lucas Guimaraens, trata-se de um importante passo em âmbito nacional.

“De um lado, a Unesco está sempre atenta às boas práticas e aos melhores casos de sucesso no mundo. Ao mesmo tempo, ela apoia as instituições (governamentais ou não governamentais) que querem ou já possuem uma estrutura e um caso de excelência. É por meio das parcerias que a Unesco pode se mostrar viva, independente das políticas locais. De outro lado, o Expominas e a Mineiraria, com essa parceria, têm a possibilidade de desenvolver projetos internacionais, de interesse de todo o mundo, obrando pela paz e, ao mesmo tempo, reforçando a cultura, a educação e o turismo em Minas Gerais e no Brasil”, explica.

Jacques Poulain, titular da Cátedra Unesco de Filosofia da Cultura e das Instituições Université Paris 8, endossa o fundamento da parceria. “Reforçar o diálogo transcultural entre a universidade, os cidadãos e os diferentes povos que vivem no Brasil. O Expominas e a Mineiraria desenvolvem este diálogo em todas as áreas da vida social e cultural, mobilizando todos os componentes das diversas populações plurais de Minas Gerais de maneira exemplar”.

Lucas Guimaraens está em Paris para a definição de datas e eventos, ratificar cada projeto proposto na convenção já assinada e fortalecer as parcerias multilaterais. Ele participa de diversos eventos, com discussões temáticas, encontros institucionais com a diretoria e representantes de Comissões Nacionais da Unesco, além de parceiros internacionais da Unesco, a fim de apresentar os potenciais dos projetos do Expominas, da Mineiraria e de Minas Gerais.

Para o diretor de Relações Institucionais, o valor dessa parceria de cooperação é inestimável.

“Para Minas Gerais e para o Brasil, coloca-se, ainda mais, este Estado na rota dos grandes eventos de porte internacional, criando renda e emprego. Ao mesmo tempo, coloca em evidência a necessidade de a universidade estar em pleno contato com as instituições profissionais. Em resumo, coloca-se Minas Gerais no mapa internacional de eventos. Para o Expominas e para a Mineiraria, trata-se, também, indiretamente, de um selo de qualidade, pois o nível de exigência é altíssimo”, destaca.

O início da parceria está previsto para 2020 e já estão confirmados a realização de três eventos de porte internacional no Expominas: o Encontro Mundial e Temático de Cátedras de Cultura da Unesco, onde os maiores especialistas e catedráticos Unesco estarão presentes. Uma grande feira de universidades (públicas ou privadas) que poderão mostrar seus trabalhos e suas áreas de excelência, tanto para os estudantes como para os professores ou outros profissionais. O Encontro de Gastronomia, que tende a fazer jus ao selo recém-adquirido de Cidade Criativa da Unesco pela Gastronomia para Belo Horizonte. A ideia é reunir, de um lado, chefs e administradores de restaurantes e, de outro, produtores, agricultores familiares e todos os agentes da cadeia produtiva e criativa da gastronomia. Está no escopo também a realização do Encontro do Patrimônio Imaterial Físico, como as florestas, rios e oceanos, bem como as culturas dos povos tradicionais. Trata-se de uma tipologia de patrimônio não existente, mas que pode auxiliar a reflexão sobre a vida do ser humano no futuro.

Ele explica que a ideia partiu, já há uma dezena de anos, da Cátedra Unesco e de interlocutores brasileiros, com a realização efetiva de diversos projetos no Brasil. “Atualmente, Minas Gerais possui mais de 62% do patrimônio nacional protegido e, para além disso, o Estado é compreendido como uma intersecção de todas – ou quase todas – culturas do Brasil. Trata-se, também, de um corredor turístico cultural e de negócios, o que também se alinha com os princípios da Unesco no que concerne a Economia Criativa”, informa.

Importante destacar que a Unesco, desde sua criação, notadamente nos seus artigos X e XI de sua Carta Magna, prevê parcerias com fundações, organizações e empresas que podem descentralizar e reforçar a paz no mundo, buscando aderir aos princípios da comunidade internacional mundial. As Cátedras Unesco são criadas a fim de desenvolver uma ponte entre o mundo acadêmico e o espaço de mediação de públicos, da cultura e da sociedade. Elas têm também como objetivos e funções apoiar projetos que sigam as diretrizes da Direção Geral da Unesco e também obter diálogos para a consecução de recursos financeiros para eventos do porte dos que são desenvolvidos pela própria Unesco. “Neste sentido, todas as áreas já qualificadas na Constituição da Unesco estão previstas para serem desenvolvidas em projetos pelo Expominas e Mineiraria, sempre em consonância com a convenção assinada em 2019”, lembra Guimaraens.

Para o diretor de Relações Institucionais do Expominas, essa é uma continuidade de intercâmbio entre Brasil e França, assim como o começo de troca com a Unesco. “Já tivemos, ao longo dos últimos anos, inúmeros intercâmbios com a França, uma das maiores parceiras de Minas Gerais. Os objetivos elencados na Constituição da Unesco são os da ajuda mútua e os do intercâmbio entre as culturas e as nações. Trata-se, pois, do início de diversos intercâmbios e trocas possíveis”, conclui. (Da Redação)

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