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Grupo Avend projeta mais quatro unidades de vending machine em Minas Gerais

Grupo especializado em máquinas de vendas automáticas planeja consolidar sua presença no Estado, com foco em cidades do interior e polos econômicos
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Grupo Avend projeta mais quatro unidades de vending machine em Minas Gerais
Foto: Divulgação / Avend

O Grupo Avend, empresa especializada na operação de máquinas de vendas automáticas, ou vending machine, planeja implementar, pelo menos, mais quatro operações em Minas Gerais ao longo deste ano. A iniciativa integra o plano de expansão que tem como objetivo encerrar 2026 com mais de 300 franquias em todo Brasil.

Atualmente, a empresa possui 113 operações próprias e 159 franqueadas, totalizando 272 unidades ativas, sendo seis no Estado. O CEO do Grupo Avend, Guilherme Álvares, destaca que a marca planeja levar seu modelo de varejo automatizado para três cidades mineiras: duas unidades em fase de implantação em Belo Horizonte e outras duas em Santa Bárbara, na região Central do Estado, e Fronteira, no Triângulo Mineiro.

A estratégia se apoia na proximidade geográfica com a sede, em São José do Rio Preto (SP) e prioriza praças com forte fluxo comercial, polos universitários e adensamento populacional. Esse perfil é considerado o ideal para esse modelo de franquia, que une baixo custo de operação a alta capilaridade.

No curto prazo, a empresa planeja utilizar como porta de entrada a região do Triângulo Mineiro – com destaque para as cidades de Uberlândia, onde já possui uma unidade, Uberaba e Araguari; além de Araxá, no Alto Paranaíba. O objetivo é aproveitar as vantagens logísticas e de marca já consolidadas no entorno da região que faz divisa com a base atual da rede.

Já no médio prazo, a previsão é de avanço para os grandes eixos econômicos de Minas, como a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), em cidades como Contagem e Betim; e também Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.

A visão de longo prazo da Avend envolve a consolidação no Sul de Minas Gerais, em cidades como Poços de Caldas, Pouso Alegre e Varginha. A região Norte também está presente nesta etapa do plano de expansão, com foco em Montes Claros, ampliando a presença da marca em mercados de crescente demanda por automação.

A franqueadora pretende acelerar o ritmo de novas franquias dos atuais 19 para mais de 50 unidades por mês no mercado. Essa expectativa é sustentada por uma operação enxuta, pela demanda crescente por automação no varejo e por um modelo de negócio replicável.

Expansão no mercado mineiro

Máquina de vendas automática, ou vending machine da Avend.
Foto: Divulgação Avend

O objetivo é firmar a empresa como uma das principais redes de varejo automatizado de Minas Gerais nos próximos anos, levando o modelo para um dos maiores mercados consumidores do País. Atualmente, a marca já possui unidades em Belo Horizonte, Uberlândia; Viçosa, na Zona da Mata; Ipatinga, no Vale do Aço; Lavras e Ouro Fino, no Sul de Minas.

Álvares esclarece que o tráfego e as campanhas são feitos em nível nacional e, consequentemente, aparecem interessados de diferentes regiões. Ele afirma que todas as cidades mineiras são relevantes para a marca, já que Minas Gerais é um dos mercados mais estratégicos para a Avend.

O empresário ressalta que a empresa tem enxergado grande potencial em regiões além da Capital e cidades da Grande BH, com destaque para aquelas do interior de médio porte e que já possuem densidade de empresas e fluxo de pessoas suficiente para sustentar pontos rentáveis.

“Nossa expectativa é de expansão consistente no Estado nos próximos anos, tanto em número de franqueados quanto em máquinas instaladas, e enxergamos Minas como um polo de crescimento prioritário no nosso plano de interiorização”, afirma.

Ele ainda relata que o Estado possui um robusto parque industrial e corporativo, além de um forte ecossistema de pequenas e médias empresas. Outra característica mencionada é o perfil empreendedor muito alinhado ao nosso modelo de franquia. “O mineiro pesquisa, planeja e busca um negócio sólido e de baixa complexidade operacional, que é exatamente o que o vending machine entrega”, destaca.

Perfil ideal de cidades e de franqueados da Avend

Máquina de vendas automática, ou vending machine da Avend.
Foto: Divulgação Avend

Entre os critérios adotados na escolha de uma nova cidade, Álvares destaca o número e o perfil das empresas presentes na região, que são pontos onde as máquinas serão instaladas; o fluxo de pessoas e circulação; indicadores socioeconômicos e a presença de polos geradores de tráfego, como indústrias, hospitais, faculdades, centros comerciais e empresariais.

A maturidade do mercado local para o modelo de autosserviço também é um fator relevante para a tomada de decisão. Outro ponto citado foi a logística de abastecimento. “Porque a operação precisa ser viável para o franqueado no dia a dia. A lógica não é só ‘tamanho da cidade’, e sim a combinação entre demanda real e a capacidade de operar com eficiência naquela praça”, completa.

Já o perfil ideal de franqueado, segundo o CEO do Grupo Avend, é alguém com mentalidade empreendedora, organizado e orientado a resultados. É necessário que ele enxergue o negócio como uma operação a ser gerida e não apenas como um investimento passivo. “Não exigimos experiência prévia no setor; o modelo é desenhado para ser simples de operar e nós damos todo o suporte e treinamento”, diz.

O empresário ainda afirma que a marca valoriza profissionais comprometidos com a rotina de abastecimento, atendimento ao cliente e acompanhamento de indicadores. Segundo ele, o modelo é ideal tanto para quem busca uma renda complementar e começar enxuto quanto para quem deseja escalar e construir uma operação maior com várias máquinas. “O ponto em comum dos nossos melhores franqueados é disciplina operacional e proatividade comercial para conquistar e manter bons pontos”, acrescenta.

Cenário no mercado nacional

Máquina de vendas automática, ou vending machine da Avend.
Foto: Divulgação Avend

Para Álvares, o momento atual é um dos mais favoráveis que o setor de vending machines já passou no Brasil, com muito espaço para crescer. No entanto, ele pontua que o segmento ainda possui uma baixa penetração no País se comparado com outros mercados, como Estados Unidos, Japão e os países europeus.

Segundo o especialista, existem três movimentos que contribuem para esse cenário oportuno. O primeiro é a mudança de comportamento do consumidor, que busca conveniência e autosserviço. O segundo é o avanço tecnológico, com máquinas mais inteligentes, meios de pagamento digitais e telemetria que dá controle total da operação à distância. Já o terceiro é o amadurecimento do modelo como oportunidade de negócio acessível.

“O mercado está em expansão e em profissionalização ao mesmo tempo, o que abre uma janela muito boa para redes estruturadas como a Avend, que combinam tecnologia, processo e suporte ao franqueado”, conclui.

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